quarta-feira, 14 de outubro de 2009
A preservação do meio ambiente e a interferência da procuradoria publica
Varias entidades publicas estão de olho na preservação ambiental, em diversas áreas, como por exemplo, agricultura, suinocultura, e também em processos industriais. Mas não adianta somente as entidades se preocupar, se a sociedade continua poluindo e desmatando áreas de preservação seja ela permanente ou não.
Procuradores públicos representantes do IAP e IBAMA estão fiscalizando e embargando obras sem licenciamento, aterros irregulares e ate mesmo lixões clandestinos.
Na cidade de Ampére havia um aterro sanitário onde não estava seguindo as normas da legislação, porem foi interditado pela procuradoria publica e hoje funciona como uma seleção de resíduos recicláveis, organização dos catadores de Ampére. Todos outros resíduos são levados por empresas terceirizadas, mas sempre há um entulho proveniente de restos de construções e outras atividades onde a prefeitura se encarrega de dar um destino final.
Por Ampére não possuir um local adequado, a prefeitura providenciou um local onde seu entulhos ficam sem nenhum controle de contaminação de águas superficiais e subterrâneas, e também do solo.
Nos como engenheiros ambientais, pretendemos elaborar projetos para que isso não ocorra mais já que, por não haver opção é necessário utilizar locais inadequados, sem um certo controle de poluentes.
Marcos Ghisi
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Políticas Públicas para conservação de áreas nativas em terrenos urbanos.
A partir de 1989 foi definido através de Lei que para todas as áreas rurais transformadas em perímetros urbanos, deve-se respeitar 20% de área verde, não sendo possível a construção em todo o terreno.
Atualmente nos pedidos de licenciamento ambiental deve-se constar também um projeto de arborização urbana.
Temos também as políticas públicas restritivas, que é a política do não. Não pode tirar, não pode cortar, não pode fazer.
Mas com certeza, a política pública que serve como maior incentivo para a conservação e criação dessas áreas é a do ICMS Ecológico, que foi regulamentada em 1992, onde 2,5% do ICMS recebido, é destinado à manutenção de florestas. A cidade de Mariópolis, por exemplo, recebe R$ 600000,00 por ano, pois possui o manancial que abastece a cidade de Pato Branco, essa verba é essencialmente voltada para a manutenção dessa área.
A Lei permite também que o proprietário defina uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), dependendo exclusivamente da sua vontade, sem que isto ocasione perda do direito de propriedade. Isso traz benefícios para o proprietário através do ICMS ecológico, ele não vai ter acesso ao dinheiro, mas poderá fazer um acordo com o Prefeito em mandato. Por exemplo, na foto acima, situada na zona Sul de Pato Branco, temos cinco RPPN destacadas, a segunda RPPN da direita para a esquerda, é da AABB(Associação Atlética Banco do Brasil) de Pato Branco que entrou com um pedido de isenção de impostos perante a prefeitura, porém, nada foi concedido ainda. Essas RPPNs passam por fiscalização e avaliação anual feita pelo IAP, podendo inclusive ter a diminuição do valor revertido a essa propriedade se a mesma não estiver realizando a correta manutenção da área.
Todas essas políticas têm como objetivos primeiramente acabar com aquela visão somente de concreto e segundo conservar a diversidade biológica. Realmente as políticas públicas são muito importantes, pois podemos ter um excelente desenvolvimento urbano, respeitando o meio ambiente e chegando à cidades sustentáveis.
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Uso de madeira nativa, uma visão da Lei e da Situação atual
O uso de madeira nativa tem gerado grande polêmica no Brasil e no mundo. E não podemos negar a realidade, a demanda e o consumo de madeira para os mais diversos fins vem crescendo cada vez mais, gerando um grande problema, já que a produção brasileira provem basicamente de florestas naturais.
É fato que existem madeireiras, principalmente na Amazônia, desmatando e explorando a floresta, porem o que devemos considerar é que essas madeireiras enfrentam grandes problemas devido a escassez de matéria prima, isto é, madeira extraída legalmente. Muitas vezes o que não levamos em consideração é que essas indústrias não querem, mais precisam trabalhar com essa matéria prima.
As novas regras do Conama, beneficiam não somente as madeireiras, que podem agora trabalhar na legalidade, extraindo a madeira nativa legalmente, mas também aos pequenos produtores que poderão usar a madeira da propriedade para consumo próprio, desde que faça o manejo recomendando.
Contudo podemos perceber que é possível fazer o uso da madeira nativa de forma sustentável, desde as leis sejam cumpridas, para isso se faz necessário que haja fiscalização rigorosa. É imprescindível que cada um de nós tome consciência da importância de utilizar a madeira nativa de forma ambientalmente responsável, para que posteriormente possamos cobrar e evitar desperdícios dos bens naturais.
Acadêmica Eng.ª Ambiental - Sônia Nardin
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Corredores Ecologico
Um corredor ecológico pode ser visto por dois lados. Se considerarmos estritamente a biologia da conservação, pode ser entendido como uma faixa de vegetação que liga dois grandes fragmentos florestais, ou então duas unidades de conservação. Por exemplo, tenho um bloco de floresta aqui, outro bloco ali e percebo que floresta aqui está um tanto ralinha, então podemos, por exemplo, reforçar, restaurar, aproveitar o caminho de um rio e restabelecera ligação entre, estes fragmentos. Por outro lado, envolve populações também de seres humanos. Não é isolada a questão do corredor para ser só em beneficio da fauna e da flora, ele incorpora o ser humano, a idéia é, trazer uma conectividade, melhorar a qualidade ambiental e ter esses grandes maciços florestais. Os corredores ecológicos, na verdade, representa uma das formas inovadoras de se trabalhar a conservação da biodiversidade. Uma das estratégias de um país para conservar a sua biodiversidade é o estabelecimento de um sistema equilibrado.
Na nossa região não a quase nenhum corredor ecológico em grandes proporções, pois também não possuímos grandes unidades de conservação como parques ou reservas municipais para conservação da biodiversidade, podem considerar pequenos corredores ecológicos as áreas de preservação permanente (APP) em volta de um rio, ligando pequenas reservas legais de diferentes propriedades, é possível implantar corredores ecológicos em pequenas propriedades seria interessante, pois aumentaria a biodiversidade e a populações de espécies que vivem em nossa região.
João Pedro de Mello Fidelis
terça-feira, 6 de outubro de 2009
PARQUE MUNICIPAL “AMBIENTAL” LAGO DOURADO
Caminhar, fazer exercícios, sentar ao sol, conversar com os amigos, namorar, curtir a natureza, pescar, descansar, ouvir música são alguns exemplos de coisas que se pode fazer em um parque, de preferência bem cuidado, monitorado, preservado, com muitas árvores, flores, água limpa, peixes, enfim, um local agradável e sadio de se visitar e fazer essa interação com o meio ambiente e outras pessoas.
O município de Dois Vizinhos consta de um parque municipal “ambiental” chamado Lago Dourado, localizado no Bairro Sagrada Família na cidade sul. Esse foi há pouco tempo reestruturado e hoje possui uma pista para caminhadas, dois quiosques com bancos e mesas, equipamentos destinados à prática de exercícios físicos ao ar livre e vegetação nativa.
Ao visitar o parque, observei algumas pessoas desenvolvendo atividades físicas, pescando, e outras sentadas à mesa conversando. Contudo, quando visitamos um parque, o que se espera é ver o agradável verde das árvores e vegetação, fugindo da pavimentação das cidades, a harmonia de um lago ou afluente e animais, porém, de certa forma, o que é visto lá não é tão satisfatório quanto deveria. Não se percebe a presença de um monitor para as atividades físicas e orientações aos visitantes. Pessoas acabam tomando banho lá dentro, comendo e jogando lixo dentro do lago e não há ninguém supervisionando isso. Não há placas informativas sobre o cuidado para com a natureza, como “não jogar lixo no lago”. Apesar da mata nativa estar bem preservada onde se encontrava originalmente, no restante do lago existem poucas árvores, e pude notar lixo como sacola plástica, borracha, garrafa pet e até preservativo, o que me deixou intrigado. Lixo dentro do lago de um parque “ambiental”, sendo que existiam lixeiras localizadas na pista? Da onde vem esse lixo?
Das poucas informações que obtive, uma delas foi que esse lixo assim como o esgoto vem com o rio que chega até o lago, o qual é carente de ações ambientais como proteção de mata ciliar e rede de saneamento básico para evitar depósito de esgotos pra dentro do rio e consequentemente do lago. Não basta somente a proteção ambiental do lago se o rio que deságua nele não possui proteção alguma. E para solucionar esse problema, vai de ações da prefeitura em fazer cumprir projetos de adequação ambiental, devolvendo a graciosidade ao meio ambiente.
MEDIDAS MITIGADORAS DE IMPACTOS AMBIENTAIS NA CIDADE DE DOIS VIZINHOS – Resíduos Sólidos.
O crescimento populacional das cidades faz com que haja um significativo aumento de resíduos gerado pela população. O problema aumenta quando as cidades não seguem um Plano Diretor e acabam crescendo de forma desordenada e sem planejamento. Isto dificulta o acesso de coletas de lixo, e muitos locais acabam se encontrando sem tratamento de água e esgoto adequado e necessário a população, gerando contaminação da água, do solo e causando doenças contagiosas através do surgimento de parasitas que vivem em locais imundos.
Dados da Secretaria de Desenvolvimento Rural, Meio Ambiente e Recursos Hídricos calculam que 500 toneladas/mês de resíduos são recolhidas na cidade de Dois Vizinhos no estado do Paraná e deste total apenas 9% é reciclado e 55% é considerado lixo orgânico, o restante vai para aterros. Já que grande parte não são separados pelos moradores, devido à falta de educação ambiental e descaso da população, isto faz com que diminua e dificulte o trabalho das pessoas que vivem da coleta destes resíduos principalmente de papel e plástico na cidade. A figura 1 nos dá idéia do volume gerado pelos resíduos domésticos.
Segundo o geógrafo da prefeitura da cidade se faz necessário o aumento de lixo reciclado, reduzindo desta forma o rejeito, enfatizando que há falta de conscientização da população em relação à importância da separação do lixo gerado. È visível este descaso em vários pontos da cidade; um deles dá acesso à saída para São Jorge e Verê, próximo à ponte onde se vê lixo jogado na encosta do rio, várias oficinas trabalham na área onde deveria permanecer uma área de preservação permanente, porém esta não existe; em alguns dias é significativo o mau cheiro no local; local este onde se encontra um dos portais da cidade é pena que recepcionem desta forma, pois a impressão que se passa é de um lugar sujo e que não há conscientização das autoridades e população. Também notamos o descaso no Centro Norte da cidade próximo a Praça Pedágio onde é visível a presença de lixo jogado em um terreno baldio entre alguns prédios, lixo que anos permanece ali sem nenhuma providência a ser tomada, como podemos observar na figura 2.
Algumas medidas mitigadoras destes passivos estão sendo tomadas para diminuir o problema com o lixo gerado e seu destino final. Uma terceira célula no aterro sanitário da cidade esta praticamente construída. A Pema empresa responsável pelo recolhimento e destinação do lixo investe para atender as exigências dos órgãos ambientais, que esteve no local da construção para acompanhar o trabalho de montagem da manta protetora do aterro, monitorando para que não ocorra contaminação do solo. A manta “PAD” possui espessura de um milímetro e reveste cerca de 1700 m² de área da nova célula. A empresa Pema e outros parceiros pretendem realizar a partir do mês de setembro ações que enfatizam a conscientização da população, orientando as pessoas nos processos de separação do lixo nas residências e comércio com o programa “Mais Capricho com o Lixo”. O Programa prevê entrega de panfletos educativos e ações em escolas, entidades e instituições para que ocorra mudança nas atitudes da população e da importância da separação do lixo.
Porém a cidade permanece em crescimento aparentemente desordenado, pequenas medidas não são tomadas; como o simples fato de existirem mais cestas de lixo nas ruas e que estas incentivem a população a separar o lixo, diferente das que observamos na figura 3, a qual possui apenas um cesto onde os resíduos são deixados ali e acabam sendo misturados. Outras medidas importantes são as áreas de preservação permanente principalmente em rios dentro do perímetro urbano onde à mata ciliar perde espaço para as residências; a manutenção e limpeza das praças não se fazem menos importante já que é de grande valia para qualidade de vida das pessoas; assim como o saneamento básico, pois grande parte do esgoto da população não é tratado pela estação de tratamento da cidade; há indícios que um projeto poderá ampliar a estação de tratamento de esgoto para que esta consiga tratar cerca de 50% do esgoto da população de Dois Vizinhos. É necessário impor limites à população e as indústrias que abusam dos recursos naturais que cada vez se encontram mais escassos e que as autoridades cumpram de fato com seus deveres em prol dos recursos que a cidade possui.
Figura 3 – Os cestos de lixo que sem encontram em alguns locais da cidade, não possuem mensagens educativas sobre a separação de lixo e induzem as pessoas a misturarem o lixo, sendo que se o resíduo for pequeno este caíra no chão devido o tamanho da abertura das grades.
Poda de Árvores em Centros Urbanos
Marcos José Chaves[1]O desenvolvimento acelerado proporciona às cidades, especialmente as de grande porte, um aspecto cada vez mais artificial, trazendo grandes prejuízos á qualidade de vida dos seus moradores. A biodiversidade nos centros urbanos limita-se aos parques, que de maneira geral são mal cuidados e insuficientes. Mesmo as árvores decorativas e de sombra são engolidas pela cidade ou são submetidas há podas anuais feitas sem qualquer critério que culminam na morte das mesmas.
Segundo Lutzemberger (2004), em princípio árvore alguma necessita de poda, pois quanto mais livremente uma árvore consegue desenvolver-se, mais bela e sã ela será. Porém, o que vemos pelas ruas são árvores secas que dificilmente conseguem se regenerar dessa “mutilação” chamada poda[2].
A cultura da poda anual está inserida em nosso meio, é prática comum das nossas prefeituras designarem todos os anos, funcionários sem qualquer orientação técnica, para efetuarem o corte dos galhos mais “fracos” para que a árvore possa se recuperar. Esse argumento se embasa nos brotos que saem após a poda, mas na verdade a ferida deixada pelo corte é muito mais danosa para a árvore, pois é entrada para bactérias e fungos que acabam destruindo a árvore por dentro.
É justificável a poda nos casos onde há a necessidade de defender os fios elétricos a fim de evitar curtos-circuitos ou quando essas estiveram atrapalhando o trânsito ou a sinalização. Nesses casos, a poda deve ser acompanhada por profissional qualificado que orientará o corte de maneira adequada. O corte deve ser rente e sem deixar lascas e de preferência deve-se aplicar no local do corte uma substância protetora que facilite a cicatrização e evite o apodrecimento.
Como já foi descrito, o problema da poda inadequada, assim como outras práticas em desacordo com o meio ambiente, é questão de cultura, só pode ser sanado com a mudança de consciência da sociedade e depende de cada um essa mudança. Contudo, a falta de informação também é substancial e nesse aspecto cabe a todos nós repassar as boas práticas ambientais para o bem da coletividade e sobrevivência do nosso planeta.
[1] Acadêmico do 6° Semestre de Engenharia Ambiental - Unisep
[2] José Lutzenberger, em seu livro Manual da Ecologia, trata da poda das árvores como mutilação às mesmas.
Espaço para o meio ambiente nos veículos da mídia local e regional.
Um dos espaços é realizado pela repetidora de televisão RPCTV Cataratas filiada a Rede Globo juntamente com a União de Ensino do Sudoeste do Paraná – UNISEP que abre espaço para o Prêmio Mundo Melhor. O objetivo é estimular o desenvolvimento de projetos e reconhecer os já existentes, que promovem ações de comprometimento social, cultural e desenvolvimento econômico com o meio ambiente.
Os Sindicatos dos Trabalhadores Rurais da agricultura familiar da região sudoeste paranaense durante seus programas semanais em emissoras de rádios locais relatam das ações que foram, estão e devem ser tomadas pelos agricultores em relação ao meio ambiente. Relatam leis, resoluções e decretos da qual a população do campo necessita estar informada e conscientizada.
O Jornal de Beltrão de grande renome regional também oferece um espaço para que sejam publicados notícias e artigos relacionados ao meio ambiente pelos acadêmicos de Engenharia Ambiental da UNISEP.
Os espaços para o meio ambiente nos veículos de comunicação são de fundamental importância para a conscientização e a preservação ambiental. Apesar de todo o esforço, a falta de audiência dos programas e falta de leitura dos jornais ainda é grande quando relacionados ao Meio Ambiente.
Acadêmico: Leocádio Ceresoli
Engenharia Ambiental 6º Período 2009
Porque devemos preservar as áreas verdes
Com toda essa preocupação criou-se uma necessidade de implantar ou preservar áreas com matas, que são conhecidas como áreas verdes as quais entendidas como locais de domínio público com atributos ambientais relevantes, capazes de propiciar atividades de lazer ao ar livre. Apesar da importância das áreas verdes urbanas, no Brasil há uma tendência de se “economizar espaços para o lazer”, principalmente nas zonas urbanas mais pobres e, como consequência, causando a deterioração da qualidade de vida dos habitantes.
Além das áreas verdes proporcionarem lazer para as pessoas, a distribuição das mesmas e a distância entre elas influem diretamente sobre as suas funções econômica, estética, social, ecológica, funcionam como reguladoras do clima urbano, manutenção da biodiversidade, controle de poluição atmosférica e sonora. Desse modo, torna-se imprescindível que a gestão das áreas verdes urbanas incorpore em seus aspectos sociais e ambientais conceitos relacionados à qualidade, quantidade e distribuição destes espaços, fazendo associações quanto às diferentes categorias de áreas verdes e sua distribuição espacial na cidade.
Assim sendo, essas áreas tem fundamental importância mesmo em praças ou pequenos reflorestamentos, podendo-se dizer que as áreas verdes desempenham este papel graças a todos os benefícios que proporcionam ao homem quando este entra em contato com a natureza, sem contar que o próprio meio ambiente também se beneficia com essas áreas, pois a qualidade de vida estará garantida e a sobrevivência do planeta também.
Rodolfo Toscan Engenharia Ambiental
Recuperação de Áreas Públicas Degradadas

O município de Nova Prata do Iguaçu possui varias áreas ambientais de extrema importância para a população desta cidade, o rio Santa Cruz é uma dessas áreas, qual gera o abastecimento de água para a rede pública, onde esta é coletada e tratada pela Sanepar. Este rio, como alguns outros pertencentes à bacia hidrográfica do rio Iguaçu vem sofrendo problemas sérios com a falta de manejo adequado.
A agricultura e a pecuária, por ser uma atividades com grande potencial de impacto, e aplicada próxima as margens destes rios, traz grandes problemas, como a contaminação das águas através de agrotóxicos. O assoreamento é comum, margens com pouca ou sem cobertura vegetal, faz com que enxurradas carreguem partículas de solo para dentro do rio.
Com esses problemas, em épocas de seca, provocada por fatores climáticos da região, causa a baixa do nível do rio, proporcionando a falta de água para a população urbana, fazendo com que a coleta para o abastecimento público seja buscada em outro rio com qualidades menos propícias.
Tendo em vista os aspectos observados, projetos de recuperação e reconstituição das áreas de proteção ao rio Santa Cruz vem sendo posto em ação, a formação de APP (área de proteção permanente), mata ciliar, fornecimento de palanques e arames para o cercado, entre outros, são propostas ativas que farão a melhoria da qualidade ambiental nos arredores do leito do rio Santa Cruz e demais rios da região.
Acadêmico: Roni S. dos Santos
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Impactos aos recursos naturais pela lavagem de veículos
Cidades pequenas como Nova Prata do Iguaçu, localizada no Sudoeste do Paraná, não possuem outras formas de lavar veículos senão a tradicional, com mangueira e detergente, o que leva o dono do veículo a ficar sem opções na hora da limpeza do carro. Sendo dessa forma, a água da lavagem, impregnada por detergente, escorre pela calçada e cai nas galerias pluviais da cidade, chegando ao Rio Prata, pequeno córrego que corta a cidade no sentido Sul-Norte.
Não há como armazenar essa água para posterior retirada dos detergentes, pois o volume torna-se muito grande e a cidade não possui recursos para a construção de estações de tratamento. Quando esse resíduo não vai para um córrego, é possível que infiltre no solo, causando poluição desse local.
Embora a quantia de resíduo químico seja pequena na lavagem de um veículo, somando todos os carros da cidade passa a tornar-se considerável o volume de tal poluente que, não sendo tratado, pode gerar um forte impacto ambiental.
Essa forma de descarte da água de lavagem de veículos não acontece apenas nessa cidade, mas sim na gigantesca maioria delas em todo o Brasil, principalmente em locais mais interioranos.
Essas pequenas cidades carecem de investimentos em infra-estrutura de saneamento e de novas tecnologias para substituir a forma tradicional de execução das tarefas do dia-a-dia. Caso houvesse formas diferentes para lavar os carros, muitas pessoas migrariam da lavagem com mangueira para outros tipos mais ambientalmente corretos, porém na falta de tais tecnologias em cidades do interior, só resta continuar utilizando o método de sempre; buscando utilizar cada vez menos água e detergente quando lava-se o veículo em casa e esperando consciência ambiental dos donos de lava-cars, quando contrata-se tal serviço.
Thiago L. Veronese
Políticas Públicas, uma ferramenta para gestão de Recursos Naturais

Município de Nova Prata do Iguaçu localizado no interior do Paraná também sofreu gumas alterações e ainda sofre pelo fato de ter apenas 20 anos, sendo considerado um município jovem ele esta em constante crescimento. Para amenizar os impactos causados pelo seu processo evolutivo criou-se grupos para melhoramento do meio ambiente com auxilio de varias entidades.
Iniciando suas atividades em colégios estaduais e municipais com objetivo de orientar os alunos, que na sua maioria residem na zona rural, na importância da preservação das matas ciliares e cobertura verde; logo que foram distribuídas mudas de arvores nativas cultivadas no próprio horto florestal do município. Foram desenvolvidas atividades no Rio Prata, rio que corta o município, com objetivo de limpeza do mesmo e a recomposição da mata ciliar onde possível. Juntamente com Petrobras está sendo feita a proteção de nascentes e minas d’água em propriedades rurais, essa programa a Petrobras fornece ao agricultor 40 palanques de cerca, para cercar a fonte em um raio de 50m e um saco de cimento mais encanamentos que serão utilizados para proteção individual da fonte, garantindo uma água mais limpa sem matéria orgânica suspensa na mesma.
Graças a essas iniciativas e parcerias que foram formadas, o município vem em constante desenvolvimento em seu meio social, econômico e ambiental sem causar nenhum dano quando possivel, mantendo sua preservação faunística e floristica e uma melhor qualidade de vida a seus habitantes que os mesmos adquiram uma responsabilidade mutua, exigindo que cada um faça sua parte no meio.
Osny Balardini Junior
domingo, 4 de outubro de 2009
App
Com o passar do tempo, as cidades juntamente com suas empresas foram crescendo e, proporcionalmente às dificuldades de locais adequados para instalação das empresas. Com este problema que provém de tempos passados, muitas cidades foram instaladas próximas ou ao lado dos rios, prejudicando de forma acentuada os espaços para colocação das empresas. Assim, atualmente algumas empresas estão sendo construídas muito próximas e ou em cima de áreas de preservação permanente.
Com a instalação destas empresas próximas ou mesmo nas áreas de preservação permanente, esta havendo uma perca da biodiversidade e hidrografia, ou seja, a flora, fauna e os rios estão perdendo seu espaço adequado.
A flora perde esse espaço por falta de polinização, o qual não produz frutos e sementes, que, através de animais, entre eles as aves, e ate mesmo pelo apodrecimento dos frutos que caem, seriam transportadas para o nascimento de novas árvores.
A flora perde pelo motivo de estas edificações interromperem o transito livre dos animais, podendo não haver o encontro de diferentes sexos para o nascimento de novos indivíduos. Também os peixes que estão nos rios, lagos, riachos, nascentes de água, e olhos de água, devido à falta da fauna próxima ao rio para retenção da terra que é transportado pela chuva, sofre com a assoreação dos rios. Assim, prejudica o transito livre dos peixes, causa a diminuição da lamina de água e aumento da evaporação da água, a redução do oxigênio, e em certos momentos ocasionando a morte dos anfíbios.
Com todas essas perdas, quem sai mais prejudicado é o homem, que sente os impactos ocasionados pelos atritos contra a fauna e flora, o que ocasiona o aquecimento global, aumentando o desaparecimento da biodiversidade, degradação e poluição do meio ambiente, ou seja, contribuindo para a sua própria morte.
Com base nesta leitura, podemos verificar que a cada dia estamos menos preocupados com o meio ambiente, e com as conseqüências sem esta grande e poderosa biodiversidade. Estamos preocupados somente com o hoje e esquecendo-se do amanhã, os nossos sucessores, e muito menos com o ecossistema. Pensamos no dinheiro e não na própria saúde.
Rafael Candido
Gestão de Óleos de Cozinhas (Acadêmico: Wagnner Bernardi)
Na maioria da população mundial a utilização deste produto é familiar à qualquer individuo, com o grande uso e acumulo deste produto acaba causando um problema no seu descarte final. Após a utilização por não ser mais “reaproveitado” a maioria das donas de casa contribui para a devastação ambiental, despejando no ralo da pia ou no quintal da casa. Com esse processo, alem da dona de casa acabar entupindo o encanamento, ele vai fazer com que acabe chegando em contato com o solo e em mananciais hídricos, onde o óleo cria sobre a superfície da água uma camada que impede a penetração solar, causando principalmente a morte da fauna aquática e desoxigenação da água, já no solo cria uma impermeabilização do mesmo, criando um fator propicio para o escoamento superficial maior e aumento de enchentes por perder a capacidade de infiltração do solo. Causando também um grande desequilíbrio no meio ambiente. O que pode ser feito para que isso não aconteça?
Para com que isso possa ser reduzido existe uma simples atitude que deve ser tomada na casa de cada individuo o óleo pode ser reutilizado em outros processos na própria residência, como a fabricação de sabão onde ele passa por um processo simples de fácil aplicação, de tal modo que após este processo diminui seu potencial poluidor, e todo meio ambiente agradece essa mudança e permite uma melhora da qualidade de vida das presentes e futuras gerações de Vida.
Receita para fazer sabão a partir de Óleo de cozinha
Matéria
à 5 litros de óleo de cozinha
à 2 litros de água
à 200 mililitros de amaciante
à 1 kg de soda caustica em escama
Preparo
Coloque a soda em escamas no fundo de um balde cuidadosamente, e com cuidado despeje água fervendo, mexendo até diluir toda as escamas da soda. Agora adicione Óleo e mexa, adicione o amaciante e repita novamente o processo de mexer. Agora só despeje a mistura numa forma e espere secar, depois só cortar e usar. Obs.: A soda caustica pode causar queimaduras na pele. O ideal e usar luvas e utensílios de madeira ou plástico para preparar a mistura.


