quarta-feira, 14 de outubro de 2009

A preservação do meio ambiente e a interferência da procuradoria publica

Será que o tal desenvolvimento em que matas nativas são derrubadas, destruídas para a construção de novas estradas, para o bem estar dos seres humanos, pode ser considerado desenvolvimento? Será que o problema é aquele animal silvestre que teve sua moradia destruída do local de seu habitat natural, e em busca de um novo local para sobreviver ousa cruzar as estradas e passar na frente de um carro de um ser civilizado e acaba muitas vezes perdendo a vida ou então ficando com ferimentos irreversíveis, so porque queria um novo local para sobreviver, pois o seu agora esta cheio de casas e apartamentos luxuosos.
Varias entidades publicas estão de olho na preservação ambiental, em diversas áreas, como por exemplo, agricultura, suinocultura, e também em processos industriais. Mas não adianta somente as entidades se preocupar, se a sociedade continua poluindo e desmatando áreas de preservação seja ela permanente ou não.
Procuradores públicos representantes do IAP e IBAMA estão fiscalizando e embargando obras sem licenciamento, aterros irregulares e ate mesmo lixões clandestinos.
Na cidade de Ampére havia um aterro sanitário onde não estava seguindo as normas da legislação, porem foi interditado pela procuradoria publica e hoje funciona como uma seleção de resíduos recicláveis, organização dos catadores de Ampére. Todos outros resíduos são levados por empresas terceirizadas, mas sempre há um entulho proveniente de restos de construções e outras atividades onde a prefeitura se encarrega de dar um destino final.
Por Ampére não possuir um local adequado, a prefeitura providenciou um local onde seu entulhos ficam sem nenhum controle de contaminação de águas superficiais e subterrâneas, e também do solo.
Nos como engenheiros ambientais, pretendemos elaborar projetos para que isso não ocorra mais já que, por não haver opção é necessário utilizar locais inadequados, sem um certo controle de poluentes.

Marcos Ghisi

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Políticas Públicas para conservação de áreas nativas em terrenos urbanos.


O Estado do Paraná possui várias políticas públicas para a conservação de áreas nativas em terrenos urbanos.
A partir de 1989 foi definido através de Lei que para todas as áreas rurais transformadas em perímetros urbanos, deve-se respeitar 20% de área verde, não sendo possível a construção em todo o terreno.
Atualmente nos pedidos de licenciamento ambiental deve-se constar também um projeto de arborização urbana.
Temos também as políticas públicas restritivas, que é a política do não. Não pode tirar, não pode cortar, não pode fazer.
Mas com certeza, a política pública que serve como maior incentivo para a conservação e criação dessas áreas é a do ICMS Ecológico, que foi regulamentada em 1992, onde 2,5% do ICMS recebido, é destinado à manutenção de florestas. A cidade de Mariópolis, por exemplo, recebe R$ 600000,00 por ano, pois possui o manancial que abastece a cidade de Pato Branco, essa verba é essencialmente voltada para a manutenção dessa área.
A Lei permite também que o proprietário defina uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), dependendo exclusivamente da sua vontade, sem que isto ocasione perda do direito de propriedade. Isso traz benefícios para o proprietário através do ICMS ecológico, ele não vai ter acesso ao dinheiro, mas poderá fazer um acordo com o Prefeito em mandato. Por exemplo, na foto acima, situada na zona Sul de Pato Branco, temos cinco RPPN destacadas, a segunda RPPN da direita para a esquerda, é da AABB(Associação Atlética Banco do Brasil) de Pato Branco que entrou com um pedido de isenção de impostos perante a prefeitura, porém, nada foi concedido ainda. Essas RPPNs passam por fiscalização e avaliação anual feita pelo IAP, podendo inclusive ter a diminuição do valor revertido a essa propriedade se a mesma não estiver realizando a correta manutenção da área.
Todas essas políticas têm como objetivos primeiramente acabar com aquela visão somente de concreto e segundo conservar a diversidade biológica. Realmente as políticas públicas são muito importantes, pois podemos ter um excelente desenvolvimento urbano, respeitando o meio ambiente e chegando à cidades sustentáveis.
Renan Matheus Tesser



Aula prática: manejo de recursos naturais




Nascente sem área de preservação.




sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Uso de madeira nativa, uma visão da Lei e da Situação atual

O Conselho Nacional de Meio Ambiente - Conama, aprovou novas regras para o uso de madeira nativa. As novas regras trarão um ganho ambiental muito grande, afirma José Humberto Chaves, Coordenador Geral de Gestão dos Recursos Florestais do Ibama e coordenador do grupo de trabalho do Conama que elaborou a proposta da resolução.
O uso de madeira nativa tem gerado grande polêmica no Brasil e no mundo. E não podemos negar a realidade, a demanda e o consumo de madeira para os mais diversos fins vem crescendo cada vez mais, gerando um grande problema, já que a produção brasileira provem basicamente de florestas naturais.
É fato que existem madeireiras, principalmente na Amazônia, desmatando e explorando a floresta, porem o que devemos considerar é que essas madeireiras enfrentam grandes problemas devido a escassez de matéria prima, isto é, madeira extraída legalmente. Muitas vezes o que não levamos em consideração é que essas indústrias não querem, mais precisam trabalhar com essa matéria prima.
As novas regras do Conama, beneficiam não somente as madeireiras, que podem agora trabalhar na legalidade, extraindo a madeira nativa legalmente, mas também aos pequenos produtores que poderão usar a madeira da propriedade para consumo próprio, desde que faça o manejo recomendando.
Contudo podemos perceber que é possível fazer o uso da madeira nativa de forma sustentável, desde as leis sejam cumpridas, para isso se faz necessário que haja fiscalização rigorosa. É imprescindível que cada um de nós tome consciência da importância de utilizar a madeira nativa de forma ambientalmente responsável, para que posteriormente possamos cobrar e evitar desperdícios dos bens naturais.


Acadêmica Eng.ª Ambiental - Sônia Nardin

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Corredores Ecologico

A implantação dos corredores ecológicos é vista por especialistas como uma das iniciativas mais importantes dos últimos anos no que diz respeito a política ambiental do país. Embora envolvidos num emaranhado de problemas e interesses particulares os corredores vão sendo consolidados aos poucos pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA).
Um corredor ecológico pode ser visto por dois lados. Se considerarmos estritamente a biologia da conservação, pode ser entendido como uma faixa de vegetação que liga dois grandes fragmentos florestais, ou então duas unidades de conservação. Por exemplo, tenho um bloco de floresta aqui, outro bloco ali e percebo que floresta aqui está um tanto ralinha, então podemos, por exemplo, reforçar, restaurar, aproveitar o caminho de um rio e restabelecera ligação entre, estes fragmentos. Por outro lado, envolve populações também de seres humanos. Não é isolada a questão do corredor para ser só em beneficio da fauna e da flora, ele incorpora o ser humano, a idéia é, trazer uma conectividade, melhorar a qualidade ambiental e ter esses grandes maciços florestais. Os corredores ecológicos, na verdade, representa uma das formas inovadoras de se trabalhar a conservação da biodiversidade. Uma das estratégias de um país para conservar a sua biodiversidade é o estabelecimento de um sistema equilibrado.
Na nossa região não a quase nenhum corredor ecológico em grandes proporções, pois também não possuímos grandes unidades de conservação como parques ou reservas municipais para conservação da biodiversidade, podem considerar pequenos corredores ecológicos as áreas de preservação permanente (APP) em volta de um rio, ligando pequenas reservas legais de diferentes propriedades, é possível implantar corredores ecológicos em pequenas propriedades seria interessante, pois aumentaria a biodiversidade e a populações de espécies que vivem em nossa região.

João Pedro de Mello Fidelis

terça-feira, 6 de outubro de 2009

PARQUE MUNICIPAL “AMBIENTAL” LAGO DOURADO

Acadêmico Ricardo Dal’ Agnol da Silva

Caminhar, fazer exercícios, sentar ao sol, conversar com os amigos, namorar, curtir a natureza, pescar, descansar, ouvir música são alguns exemplos de coisas que se pode fazer em um parque, de preferência bem cuidado, monitorado, preservado, com muitas árvores, flores, água limpa, peixes, enfim, um local agradável e sadio de se visitar e fazer essa interação com o meio ambiente e outras pessoas.


O município de Dois Vizinhos consta de um parque municipal “ambiental” chamado Lago Dourado, localizado no Bairro Sagrada Família na cidade sul. Esse foi há pouco tempo reestruturado e hoje possui uma pista para caminhadas, dois quiosques com bancos e mesas, equipamentos destinados à prática de exercícios físicos ao ar livre e vegetação nativa.

Ao visitar o parque, observei algumas pessoas desenvolvendo atividades físicas, pescando, e outras sentadas à mesa conversando. Contudo, quando visitamos um parque, o que se espera é ver o agradável verde das árvores e vegetação, fugindo da pavimentação das cidades, a harmonia de um lago ou afluente e animais, porém, de certa forma, o que é visto lá não é tão satisfatório quanto deveria. Não se percebe a presença de um monitor para as atividades físicas e orientações aos visitantes. Pessoas acabam tomando banho lá dentro, comendo e jogando lixo dentro do lago e não há ninguém supervisionando isso. Não há placas informativas sobre o cuidado para com a natureza, como “não jogar lixo no lago”. Apesar da mata nativa estar bem preservada onde se encontrava originalmente, no restante do lago existem poucas árvores, e pude notar lixo como sacola plástica, borracha, garrafa pet e até preservativo, o que me deixou intrigado. Lixo dentro do lago de um parque “ambiental”, sendo que existiam lixeiras localizadas na pista? Da onde vem esse lixo?


Das poucas informações que obtive, uma delas foi que esse lixo assim como o esgoto vem com o rio que chega até o lago, o qual é carente de ações ambientais como proteção de mata ciliar e rede de saneamento básico para evitar depósito de esgotos pra dentro do rio e consequentemente do lago. Não basta somente a proteção ambiental do lago se o rio que deságua nele não possui proteção alguma. E para solucionar esse problema, vai de ações da prefeitura em fazer cumprir projetos de adequação ambiental, devolvendo a graciosidade ao meio ambiente.

MEDIDAS MITIGADORAS DE IMPACTOS AMBIENTAIS NA CIDADE DE DOIS VIZINHOS – Resíduos Sólidos.

Acadêmica Eng.ª Ambiental _ Marcela Leocádia Rodrigues

O crescimento populacional das cidades faz com que haja um significativo aumento de resíduos gerado pela população. O problema aumenta quando as cidades não seguem um Plano Diretor e acabam crescendo de forma desordenada e sem planejamento. Isto dificulta o acesso de coletas de lixo, e muitos locais acabam se encontrando sem tratamento de água e esgoto adequado e necessário a população, gerando contaminação da água, do solo e causando doenças contagiosas através do surgimento de parasitas que vivem em locais imundos.
Dados da Secretaria de Desenvolvimento Rural, Meio Ambiente e Recursos Hídricos calculam que 500 toneladas/mês de resíduos são recolhidas na cidade de Dois Vizinhos no estado do Paraná e deste total apenas 9% é reciclado e 55% é considerado lixo orgânico, o restante vai para aterros. Já que grande parte não são separados pelos moradores, devido à falta de educação ambiental e descaso da população, isto faz com que diminua e dificulte o trabalho das pessoas que vivem da coleta destes resíduos principalmente de papel e plástico na cidade. A figura 1 nos dá idéia do volume gerado pelos resíduos domésticos.



Figura 1 – Esta imagem nos dá noção do volume do lixo gerado por duas pessoas no prazo de uma semana, percebemos que o volume de lixo orgânico é pequeno em relação do lixo que podemos reciclar, diminuindo consideravelmente a quantidade de lixo que são depositados nos aterros sanitários da cidade.



Segundo o geógrafo da prefeitura da cidade se faz necessário o aumento de lixo reciclado, reduzindo desta forma o rejeito, enfatizando que há falta de conscientização da população em relação à importância da separação do lixo gerado. È visível este descaso em vários pontos da cidade; um deles dá acesso à saída para São Jorge e Verê, próximo à ponte onde se vê lixo jogado na encosta do rio, várias oficinas trabalham na área onde deveria permanecer uma área de preservação permanente, porém esta não existe; em alguns dias é significativo o mau cheiro no local; local este onde se encontra um dos portais da cidade é pena que recepcionem desta forma, pois a impressão que se passa é de um lugar sujo e que não há conscientização das autoridades e população. Também notamos o descaso no Centro Norte da cidade próximo a Praça Pedágio onde é visível a presença de lixo jogado em um terreno baldio entre alguns prédios, lixo que anos permanece ali sem nenhuma providência a ser tomada, como podemos observar na figura 2.

Figura 2 - No Centro Norte da cidade de Dois Vizinhos, podemos observar o descaso da população e do comércio local, há anos o lixo é depositado sem que a população e as autoridades tomem alguma medida.

Algumas medidas mitigadoras destes passivos estão sendo tomadas para diminuir o problema com o lixo gerado e seu destino final. Uma terceira célula no aterro sanitário da cidade esta praticamente construída. A Pema empresa responsável pelo recolhimento e destinação do lixo investe para atender as exigências dos órgãos ambientais, que esteve no local da construção para acompanhar o trabalho de montagem da manta protetora do aterro, monitorando para que não ocorra contaminação do solo. A manta “PAD” possui espessura de um milímetro e reveste cerca de 1700 m² de área da nova célula. A empresa Pema e outros parceiros pretendem realizar a partir do mês de setembro ações que enfatizam a conscientização da população, orientando as pessoas nos processos de separação do lixo nas residências e comércio com o programa “Mais Capricho com o Lixo”. O Programa prevê entrega de panfletos educativos e ações em escolas, entidades e instituições para que ocorra mudança nas atitudes da população e da importância da separação do lixo.
Porém a cidade permanece em crescimento aparentemente desordenado, pequenas medidas não são tomadas; como o simples fato de existirem mais cestas de lixo nas ruas e que estas incentivem a população a separar o lixo, diferente das que observamos na figura 3, a qual possui apenas um cesto onde os resíduos são deixados ali e acabam sendo misturados. Outras medidas importantes são as áreas de preservação permanente principalmente em rios dentro do perímetro urbano onde à mata ciliar perde espaço para as residências; a manutenção e limpeza das praças não se fazem menos importante já que é de grande valia para qualidade de vida das pessoas; assim como o saneamento básico, pois grande parte do esgoto da população não é tratado pela estação de tratamento da cidade; há indícios que um projeto poderá ampliar a estação de tratamento de esgoto para que esta consiga tratar cerca de 50% do esgoto da população de Dois Vizinhos. É necessário impor limites à população e as indústrias que abusam dos recursos naturais que cada vez se encontram mais escassos e que as autoridades cumpram de fato com seus deveres em prol dos recursos que a cidade possui.


Figura 3 – Os cestos de lixo que sem encontram em alguns locais da cidade, não possuem mensagens educativas sobre a separação de lixo e induzem as pessoas a misturarem o lixo, sendo que se o resíduo for pequeno este caíra no chão devido o tamanho da abertura das grades.

Poda de Árvores em Centros Urbanos

Marcos José Chaves[1]

O desenvolvimento acelerado proporciona às cidades, especialmente as de grande porte, um aspecto cada vez mais artificial, trazendo grandes prejuízos á qualidade de vida dos seus moradores. A biodiversidade nos centros urbanos limita-se aos parques, que de maneira geral são mal cuidados e insuficientes. Mesmo as árvores decorativas e de sombra são engolidas pela cidade ou são submetidas há podas anuais feitas sem qualquer critério que culminam na morte das mesmas.
Segundo Lutzemberger (2004), em princípio árvore alguma necessita de poda, pois quanto mais livremente uma árvore consegue desenvolver-se, mais bela e sã ela será. Porém, o que vemos pelas ruas são árvores secas que dificilmente conseguem se regenerar dessa “mutilação” chamada poda[2].
A cultura da poda anual está inserida em nosso meio, é prática comum das nossas prefeituras designarem todos os anos, funcionários sem qualquer orientação técnica, para efetuarem o corte dos galhos mais “fracos” para que a árvore possa se recuperar. Esse argumento se embasa nos brotos que saem após a poda, mas na verdade a ferida deixada pelo corte é muito mais danosa para a árvore, pois é entrada para bactérias e fungos que acabam destruindo a árvore por dentro.
É justificável a poda nos casos onde há a necessidade de defender os fios elétricos a fim de evitar curtos-circuitos ou quando essas estiveram atrapalhando o trânsito ou a sinalização. Nesses casos, a poda deve ser acompanhada por profissional qualificado que orientará o corte de maneira adequada. O corte deve ser rente e sem deixar lascas e de preferência deve-se aplicar no local do corte uma substância protetora que facilite a cicatrização e evite o apodrecimento.
Como já foi descrito, o problema da poda inadequada, assim como outras práticas em desacordo com o meio ambiente, é questão de cultura, só pode ser sanado com a mudança de consciência da sociedade e depende de cada um essa mudança. Contudo, a falta de informação também é substancial e nesse aspecto cabe a todos nós repassar as boas práticas ambientais para o bem da coletividade e sobrevivência do nosso planeta.
[1] Acadêmico do 6° Semestre de Engenharia Ambiental - Unisep
[2] José Lutzenberger, em seu livro Manual da Ecologia, trata da poda das árvores como mutilação às mesmas.

Espaço para o meio ambiente nos veículos da mídia local e regional.

De olho na preservação do meio ambiente os veículos de comunicação da região sudoeste do Paraná mostram-se a cada dia mais comprometidos em busca da conscientização e respeito ambiental, almejando resultados satisfatórios e compensatórios para que a população tenha uma melhor qualidade de vida.
Um dos espaços é realizado pela repetidora de televisão RPCTV Cataratas filiada a Rede Globo juntamente com a União de Ensino do Sudoeste do Paraná – UNISEP que abre espaço para o Prêmio Mundo Melhor. O objetivo é estimular o desenvolvimento de projetos e reconhecer os já existentes, que promovem ações de comprometimento social, cultural e desenvolvimento econômico com o meio ambiente.
Os Sindicatos dos Trabalhadores Rurais da agricultura familiar da região sudoeste paranaense durante seus programas semanais em emissoras de rádios locais relatam das ações que foram, estão e devem ser tomadas pelos agricultores em relação ao meio ambiente. Relatam leis, resoluções e decretos da qual a população do campo necessita estar informada e conscientizada.
O Jornal de Beltrão de grande renome regional também oferece um espaço para que sejam publicados notícias e artigos relacionados ao meio ambiente pelos acadêmicos de Engenharia Ambiental da UNISEP.
Os espaços para o meio ambiente nos veículos de comunicação são de fundamental importância para a conscientização e a preservação ambiental. Apesar de todo o esforço, a falta de audiência dos programas e falta de leitura dos jornais ainda é grande quando relacionados ao Meio Ambiente.

Acadêmico: Leocádio Ceresoli
Engenharia Ambiental 6º Período 2009

Porque devemos preservar as áreas verdes

Nas últimas décadas, as questões ambientais têm manifestado grande relevância, relacionando-se cada vez mais às condições do meio ambiente e ao bem estar humano. O anseio pela harmonização entre crescimento econômico e equilíbrio ambiental é progressivo. Assuntos de cunho ambiental foram incorporados a programas de planejamento e passaram a constituir metas dos mesmos, isto porque a vida no planeta depende do resultado desta harmonização e esta depende unicamente da conscientização da população do planeta terra.
Com toda essa preocupação criou-se uma necessidade de implantar ou preservar áreas com matas, que são conhecidas como áreas verdes as quais entendidas como locais de domínio público com atributos ambientais relevantes, capazes de propiciar atividades de lazer ao ar livre. Apesar da importância das áreas verdes urbanas, no Brasil há uma tendência de se “economizar espaços para o lazer”, principalmente nas zonas urbanas mais pobres e, como consequência, causando a deterioração da qualidade de vida dos habitantes.
Além das áreas verdes proporcionarem lazer para as pessoas, a distribuição das mesmas e a distância entre elas influem diretamente sobre as suas funções econômica, estética, social, ecológica, funcionam como reguladoras do clima urbano, manutenção da biodiversidade, controle de poluição atmosférica e sonora. Desse modo, torna-se imprescindível que a gestão das áreas verdes urbanas incorpore em seus aspectos sociais e ambientais conceitos relacionados à qualidade, quantidade e distribuição destes espaços, fazendo associações quanto às diferentes categorias de áreas verdes e sua distribuição espacial na cidade.
Assim sendo, essas áreas tem fundamental importância mesmo em praças ou pequenos reflorestamentos, podendo-se dizer que as áreas verdes desempenham este papel graças a todos os benefícios que proporcionam ao homem quando este entra em contato com a natureza, sem contar que o próprio meio ambiente também se beneficia com essas áreas, pois a qualidade de vida estará garantida e a sobrevivência do planeta também.

Rodolfo Toscan Engenharia Ambiental

Recuperação de Áreas Públicas Degradadas






Tratando-se de fatores ambientais, a poluição e a degradação ambiental, tem como procedimento gerar grandes prejuízos para a fauna e a flora, danificando um ecossistema generalizado, além de a sociedade ser prejudicada quanto a utilização dos recursos naturais. Visando as boas e necessárias práticas ambientais, órgãos públicos e privados planejam ações de preservação e restauração de bens ambientais, incentivando a educação ambiental e fornecendo recursos para a execução de projetos de melhoria e qualidade ao meio ambiente.
O município de Nova Prata do Iguaçu possui varias áreas ambientais de extrema importância para a população desta cidade, o rio Santa Cruz é uma dessas áreas, qual gera o abastecimento de água para a rede pública, onde esta é coletada e tratada pela Sanepar. Este rio, como alguns outros pertencentes à bacia hidrográfica do rio Iguaçu vem sofrendo problemas sérios com a falta de manejo adequado.
A agricultura e a pecuária, por ser uma atividades com grande potencial de impacto, e aplicada próxima as margens destes rios, traz grandes problemas, como a contaminação das águas através de agrotóxicos. O assoreamento é comum, margens com pouca ou sem cobertura vegetal, faz com que enxurradas carreguem partículas de solo para dentro do rio.
Com esses problemas, em épocas de seca, provocada por fatores climáticos da região, causa a baixa do nível do rio, proporcionando a falta de água para a população urbana, fazendo com que a coleta para o abastecimento público seja buscada em outro rio com qualidades menos propícias.
Tendo em vista os aspectos observados, projetos de recuperação e reconstituição das áreas de proteção ao rio Santa Cruz vem sendo posto em ação, a formação de APP (área de proteção permanente), mata ciliar, fornecimento de palanques e arames para o cercado, entre outros, são propostas ativas que farão a melhoria da qualidade ambiental nos arredores do leito do rio Santa Cruz e demais rios da região.

Acadêmico: Roni S. dos Santos

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Impactos aos recursos naturais pela lavagem de veículos


A lavagem de veículos é um tema constantemente abordado quando refere-se ao uso de água potável em atividades humanas. Ainda que existam outras maneiras de lavar veículos, a tradicional forma de lavagem com mangueira ainda é a mais utilizada por seu menor custo. Mesmo usando muita água, o valor cobrado por lava-cars, quando contrata-se esse serviço, ou por m3, quando lava-se em casa, ainda é menor do que as outras formas de limpeza, como a lavagem a seco, onde a utilização de água é mínima e embora seja mais ambientalmente correta, é mais cara, custando em média R$21,00 em sua forma mais simples (http://www.geracaoturbo.com.br/materias/materia15.htm).
Cidades pequenas como Nova Prata do Iguaçu, localizada no Sudoeste do Paraná, não possuem outras formas de lavar veículos senão a tradicional, com mangueira e detergente, o que leva o dono do veículo a ficar sem opções na hora da limpeza do carro. Sendo dessa forma, a água da lavagem, impregnada por detergente, escorre pela calçada e cai nas galerias pluviais da cidade, chegando ao Rio Prata, pequeno córrego que corta a cidade no sentido Sul-Norte.
Não há como armazenar essa água para posterior retirada dos detergentes, pois o volume torna-se muito grande e a cidade não possui recursos para a construção de estações de tratamento. Quando esse resíduo não vai para um córrego, é possível que infiltre no solo, causando poluição desse local.
Embora a quantia de resíduo químico seja pequena na lavagem de um veículo, somando todos os carros da cidade passa a tornar-se considerável o volume de tal poluente que, não sendo tratado, pode gerar um forte impacto ambiental.
Essa forma de descarte da água de lavagem de veículos não acontece apenas nessa cidade, mas sim na gigantesca maioria delas em todo o Brasil, principalmente em locais mais interioranos.
Essas pequenas cidades carecem de investimentos em infra-estrutura de saneamento e de novas tecnologias para substituir a forma tradicional de execução das tarefas do dia-a-dia. Caso houvesse formas diferentes para lavar os carros, muitas pessoas migrariam da lavagem com mangueira para outros tipos mais ambientalmente corretos, porém na falta de tais tecnologias em cidades do interior, só resta continuar utilizando o método de sempre; buscando utilizar cada vez menos água e detergente quando lava-se o veículo em casa e esperando consciência ambiental dos donos de lava-cars, quando contrata-se tal serviço.


Thiago L. Veronese

Políticas Públicas, uma ferramenta para gestão de Recursos Naturais


Desde os tempos modernos em que o homem vem sofrendo mudanças e junto com ele alterando todo um ecossistema, essas mudanças vem ocorrendo em seu próprio habitat que foi evoluindo de vilarejos para vilas, municípios, capitais e estados, cada qual dividido em diferentes culturas.
Município de Nova Prata do Iguaçu localizado no interior do Paraná também sofreu gumas alterações e ainda sofre pelo fato de ter apenas 20 anos, sendo considerado um município jovem ele esta em constante crescimento. Para amenizar os impactos causados pelo seu processo evolutivo criou-se grupos para melhoramento do meio ambiente com auxilio de varias entidades.
Iniciando suas atividades em colégios estaduais e municipais com objetivo de orientar os alunos, que na sua maioria residem na zona rural, na importância da preservação das matas ciliares e cobertura verde; logo que foram distribuídas mudas de arvores nativas cultivadas no próprio horto florestal do município. Foram desenvolvidas atividades no Rio Prata, rio que corta o município, com objetivo de limpeza do mesmo e a recomposição da mata ciliar onde possível. Juntamente com Petrobras está sendo feita a proteção de nascentes e minas d’água em propriedades rurais, essa programa a Petrobras fornece ao agricultor 40 palanques de cerca, para cercar a fonte em um raio de 50m e um saco de cimento mais encanamentos que serão utilizados para proteção individual da fonte, garantindo uma água mais limpa sem matéria orgânica suspensa na mesma.
Graças a essas iniciativas e parcerias que foram formadas, o município vem em constante desenvolvimento em seu meio social, econômico e ambiental sem causar nenhum dano quando possivel, mantendo sua preservação faunística e floristica e uma melhor qualidade de vida a seus habitantes que os mesmos adquiram uma responsabilidade mutua, exigindo que cada um faça sua parte no meio.

Osny Balardini Junior








domingo, 4 de outubro de 2009

App

Conforme a lei n 12º' type="#_x0000_t75"> . 4.771/65, descritas nos artigos 2º e 3º, áreas de preservação permanente, são aquelas áreas denominadas de Código Florestal, coberta ou não por vegetação nativa, com função ambiental de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica, a biodiversidade, o fluxo gênico de fauna e flora, proteger o solo, e assegurar o bem-estar das populações humanas.
Com o passar do tempo, as cidades juntamente com suas empresas foram crescendo e, proporcionalmente às dificuldades de locais adequados para instalação das empresas. Com este problema que provém de tempos passados, muitas cidades foram instaladas próximas ou ao lado dos rios, prejudicando de forma acentuada os espaços para colocação das empresas. Assim, atualmente algumas empresas estão sendo construídas muito próximas e ou em cima de áreas de preservação permanente.
Com a instalação destas empresas próximas ou mesmo nas áreas de preservação permanente, esta havendo uma perca da biodiversidade e hidrografia, ou seja, a flora, fauna e os rios estão perdendo seu espaço adequado.
A flora perde esse espaço por falta de polinização, o qual não produz frutos e sementes, que, através de animais, entre eles as aves, e ate mesmo pelo apodrecimento dos frutos que caem, seriam transportadas para o nascimento de novas árvores.
A flora perde pelo motivo de estas edificações interromperem o transito livre dos animais, podendo não haver o encontro de diferentes sexos para o nascimento de novos indivíduos. Também os peixes que estão nos rios, lagos, riachos, nascentes de água, e olhos de água, devido à falta da fauna próxima ao rio para retenção da terra que é transportado pela chuva, sofre com a assoreação dos rios. Assim, prejudica o transito livre dos peixes, causa a diminuição da lamina de água e aumento da evaporação da água, a redução do oxigênio, e em certos momentos ocasionando a morte dos anfíbios.
Com todas essas perdas, quem sai mais prejudicado é o homem, que sente os impactos ocasionados pelos atritos contra a fauna e flora, o que ocasiona o aquecimento global, aumentando o desaparecimento da biodiversidade, degradação e poluição do meio ambiente, ou seja, contribuindo para a sua própria morte.
Com base nesta leitura, podemos verificar que a cada dia estamos menos preocupados com o meio ambiente, e com as conseqüências sem esta grande e poderosa biodiversidade. Estamos preocupados somente com o hoje e esquecendo-se do amanhã, os nossos sucessores, e muito menos com o ecossistema. Pensamos no dinheiro e não na própria saúde.

Rafael Candido

Gestão de Óleos de Cozinhas (Acadêmico: Wagnner Bernardi)

Desde que as mais antigas civilizações já utilizavam do processo de aquecimento ou prensa para a obtenção de óleos para consumo na utilização de preparação de alimentos, hoje não se torna diferente o consumo, somente com o passar do tempo começou a utilização das sementes para esta extração, tendo um óleo de maior qualidade na mesa do consumidor. Na maioria destes óleos são formados de Ácidos graxos poliinsaturados, monoinsaturados e saturados, estes dos quais são insolúveis principalmente em contato com a água.
Na maioria da população mundial a utilização deste produto é familiar à qualquer individuo, com o grande uso e acumulo deste produto acaba causando um problema no seu descarte final. Após a utilização por não ser mais “reaproveitado” a maioria das donas de casa contribui para a devastação ambiental, despejando no ralo da pia ou no quintal da casa. Com esse processo, alem da dona de casa acabar entupindo o encanamento, ele vai fazer com que acabe chegando em contato com o solo e em mananciais hídricos, onde o óleo cria sobre a superfície da água uma camada que impede a penetração solar, causando principalmente a morte da fauna aquática e desoxigenação da água, já no solo cria uma impermeabilização do mesmo, criando um fator propicio para o escoamento superficial maior e aumento de enchentes por perder a capacidade de infiltração do solo. Causando também um grande desequilíbrio no meio ambiente. O que pode ser feito para que isso não aconteça?
Para com que isso possa ser reduzido existe uma simples atitude que deve ser tomada na casa de cada individuo o óleo pode ser reutilizado em outros processos na própria residência, como a fabricação de sabão onde ele passa por um processo simples de fácil aplicação, de tal modo que após este processo diminui seu potencial poluidor, e todo meio ambiente agradece essa mudança e permite uma melhora da qualidade de vida das presentes e futuras gerações de Vida.

Receita para fazer sabão a partir de Óleo de cozinha
Matéria
à 5 litros de óleo de cozinha
à 2 litros de água
à 200 mililitros de amaciante
à 1 kg de soda caustica em escama

Preparo
Coloque a soda em escamas no fundo de um balde cuidadosamente, e com cuidado despeje água fervendo, mexendo até diluir toda as escamas da soda. Agora adicione Óleo e mexa, adicione o amaciante e repita novamente o processo de mexer. Agora só despeje a mistura numa forma e espere secar, depois só cortar e usar. Obs.: A soda caustica pode causar queimaduras na pele. O ideal e usar luvas e utensílios de madeira ou plástico para preparar a mistura.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

SILEG - Esclarecendo Duvidas






Morgana Chiarello

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Meio Ambiente na Rádio Panaroma

A preservação do meio ambiente não pode nem deve ser tarefa de uma secretaria ou órgão específico, ou apenas do poder público, mas também das empresas, e da população urbana e rural. A Rádio Panorama 1470 Khz zyj de Itapejara D’Oestetem grande importância para desenvolver as atividades relacionadas ao meio ambiente.
A emissora, sempre exerceu um forte papel como educadora e orientadora nas questões ambientais na cidade de Itapejara D’oeste PR. Essa preocupação com o meio ambiente surgiu logo no início da sua implantação. A emissora da rádio não possui um programa especifico para o meio ambiente, mas tem trabalhado muito com o mesmo na parte de jornalismo geral.
Junto com a prefeitura municipal, vem desenvolvendo um grande trabalho na parte de Reserva Legal, que é área localizada no interior de uma propriedade ou posse rural, excetuada a de preservação permanente, necessária ao uso sustentável dos recursos naturais, à conservação e reabilitação dos processos ecológicos, à conservação da biodiversidade e ao abrigo e proteção de fauna e flora nativas; Área de Preservação Permanente(APP), que é área coberta ou não por vegetação nativa, com a função ambiental de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica, biodiversidade, fauna e flora, proteger o solo e assegurar o bem estar da população; Recuperação de Nascentes, para melhorar a qualidade da água principalmente da população rural; consientização da população, na destinação e separação do lixo publico para melhorar o bem estar e a qualidade de vida da população, e na divulgaçãoda distribuição de mudas de árvores nativas e exoticas, disponibilizadas pela prefeitura municipal junto com Instituto Ambiental do Paraná(IAP), para a recuperação das áreas de preservação permanente e de reserva legal do municipio.
A emissora incentiva e explica aos agricultores a fazer a tríplice lavagem entrega das embalagens vazias de agrotóxicos, nos devidos postos de coleta nas datas específicadas pelo órgão ambiental competente.
Todas essas atividades são importantes para a preservação do meio ambiente controle da poluição, proporcionando uma melhor qualidade de vida para nos e nossas futuras gerações.


ACADÊMICO: Luis Henrique Antoniolli

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Destinação final e lixões da região



Atualmente os dados da Secretaria de Desenvolvimento Rural, Meio Ambiente e Recursos Hídricos indicam que das 500 toneladas/mês de lixo recolhidas em Dois Vizinhos - PR, somente 9% são reciclados. Do total dos resíduos coletados no município, 55% é resíduo orgânico, 36% são caracterizados com rejeito devido à falta de separação adequada que contamina o resíduo potencialmente reciclável que é destinado ao aterro sanitário.
Segundo Gilmar Perin, proprietário da Pema (responsável pelo recolhimento e destinação do lixo no município), que investe para atender as exigências dos órgãos ambientais, o municipio conta com três células no aterro sanitário,essa ultima em construção com 1.700m², para a destinação do lixo considerado rejeito que não pode ser reciclado.
Como esta quantidade de lixo que é destinada ao aterro ainda é muito grande observamos a falta de conscientização e participação da população para separar o lixo. Visando uma melhora neste aspecto, o Conselho Municipal de Meio Ambiente, a Pema e demais parceiros trabalham para lançar nesse mês de setembro o Programa Mais Capricho com o Lixo, que é viabilizado pela prefeitura do município, que visa realizar ações de conscientização e orientação de como as pessoas devem separar o lixo em reciclados, orgânicos e rejeitos nas residências, reduzindo a quantidade do material que vai para o aterro e aumentar a quantidade de reciclagem de lixo.
De acordo com o geógrafo Clair Antonelo, da prefeitura de Dois Vizinhos - PR, é preciso aumentar a porcentagem de lixo bom a ser reciclado e com o programa Mais Capricho com o Lixo a previsão é para que este percentual aumente, proporcionando mais saúde para o meio ambiente e qualidade de vida para a população.

Por Willian Rafael Orben

sábado, 26 de setembro de 2009

Fiscalização Ambietal

Fiscalização: É a pratica de vigilância constante sobre determinada atividade que tenha seu procedimento regulado por lei específica. (1)

O meio ambiente vem sendo muito agredido pelo homem. Assim foram criadas leis e outros mecanismos para amenizar ou até extinguir todo esse ataque à natureza.
Para isso foram criados órgãos que são responsáveis para aplicar a legislação ambiental e fiscalizar. Em Francisco Beltrão, o único órgão que está realizando esse processo é o Instituto Ambiental do Paraná – IAP, atendendo 27 municípios do sudoeste.
Mais vem uma questão que não é pautada somente nessa cidade ou região, mais sim em todo o país: será que os órgãos responsáveis estão mesmo fiscalizando corretamente as ações da população e do governo?
A fiscalização aplicada pelo órgão responsável deixa muito a desejar, por não conseguir realizar um trabalho eficaz, deixando muitas irregularidades passarem ilesas, sem seu devido encaminhamento correto ou punição.
Mas, essa má fiscalização não é gerada pela falta de leis, mas pela carência de infra-estrutura dos órgãos responsáveis por aplicar as normas. Falta de equipamentos (automóveis, barcos, helicópteros, GPS ou até um simples computador) e pessoal habilitado para ir a campo realizar as fiscalizações, são dois bons exemplos, tendo em Francisco Beltrão apenas 10 técnicos para fiscalizar os 27 municípios.
A maior dificuldade é o fundo para manter os equipamentos e a aquisição de novos, muitas vezes não se obtém verba para abastecer os veículos da inspeção e a aquisição da alimentação dos técnicos quando estão a campo.
Com tantas dificuldades, nenhum órgão ou empresa consegue fazer um trabalho adequado. Esses problemas afetam todo o processo, desde a ida ao campo até aplicação da legislação. Para mudar esse cenário o governo deve levar mais a sério o sistema de fiscalização ambiental, destinando o capital adequado para essa demanda, criando oportunidades de expansão para os órgãos responsáveis e, conseqüentemente abrindo novas vagas para técnicos aptos a realizar as vistorias. Além disso, cobrar com insistência a aplicação correta das leis, fazendo realmente um sistema fortalecido e competente.

Renato Socolovski Verlindo

Emissão de Resíduos Sólidos em Águas Públicas

Definem-se resíduos sólidos como o conjunto dos produtos não aproveitados das atividades humanas (domésticas, comerciais, industriais, de serviços de saúde).
De acordo com a norma NBR-10 004 da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), estes resíduos são classificados em: Perigosos, não-inertes e inertes que são os resíduos que não se degradam ou não se decompõem quando dispostos no solo, são resíduos como o entulho de construção que compõe-se de restos (concretos e argamassas, ou seja, aqueles que contêm cimento, cal, areia e brita) e fragmentos de materiais (elementos pré moldados, como materiais cerâmicos, blocos de concreto, e outros). Sendo muitas vezes jogados diretamente na água, havendo degradação por problemas de contaminação e poluição, os quais vêm gerando dificuldades para o aproveitamento de recursos hídricos e intensificando sua escassez.
Na cidade de Pato Branco, (Rua Xingu), encontra-se um prédio em construção de não mais que quatro andares onde despeja irregularmente seus rejeitos numa área a poucos metros de uma nascente que deságua do Rio Ligeiro até o Rio Chopim. Segundo IAP – Instituto Ambiental do Paraná (Pato Branco) o proprietário já recebeu multa pelo volume crescente de entulho encontrado no local, requerendo medidas imediatas – denúncia feita pelos moradores próximos do local. No período de chuvas esse problema se agrava, pois esses rejeitos são levados até curso d’água (córrego), causando poluição como um todo.
Hoje já existem métodos de reciclagem, gerando elementos construtivos como a produção de argamassas alternativas, que apresentam propriedades comparáveis e mesmo superiores àquelas apresentadas pelas argamassas convencionais. Contudo, sendo o entulho composto principalmente de argamassas endurecidas e materiais cerâmicos (tijolos e telhas) quando moídos se transforma em um material pulverulento, capaz de reagir com cal.
A preservação e a recuperação das nascentes e dos nossos cursos d’água não são apenas atitudes que satisfazem a legislação ou propiciam a continuidade do aproveitamento das águas para as mais variadas atividades humanas, mas são, acima de tudo, ações concretas em favor da vida, desta e das futuras gerações em nosso planeta.

Academica: Thaize Battisti

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Criação de Corredores Ecológicos e a preservação do Meio Ambiente



Entende-se por Corredores Ecológicos as áreas que unem os remanescentes florestais, possibilitando o livre trânsito de animais e a dispersão de sementes das espécies vegetais, contribuindo para o fluxo gênico entre as espécies da fauna e flora e a conservação da biodiversidade, além de garantir a conservação dos recursos hídricos e do solo e contribuir para o equilíbrio do clima e da paisagem.
A partir deste contexto, analisa-se a importância da criação de Corredores Ecológicos em nossa região, ou seja, sudoeste do Paraná, a qual apresenta remanescentes de floresta nativa que totalizam apenas 7% de sua formação original, evidenciando o enorme conflito entre a ampliação das atividades humanas e a preservação do meio ambiente. Considerando que estes remanescentes formam verdadeiras ilhas de biodiversidade e que seu isolamento acarreta na diminuição ou até mesmo extinção de espécies nativas, os Corredores Ecológicos assumem importantíssimo papel para o meio ambiente regional.
Objetivando a diminuição dos impactos ambientais causados pelas atividades humanas numa região que já possuiu tamanha riqueza e abundancia de espécies animais e vegetais, a maior empresa privada de energia do Brasil, a TRACTEBEL Energia, realiza algumas ações de âmbito ambiental, como o “Programa de avaliação da eficiência de Corredores Ecológicos na área de entorno dos reservatórios de Salto Osório e Salto Santiago”. Estudos realizados pela empresa analisam de modo qualitativo e quantitativo a fauna e a flora local, além dos aspectos arqueológicos que abrangem a área em questão e aponta o enorme prejuízo causado às espécies locais devido seu isolamento, sendo que isso ocorre principalmente pelo descumprimento da legislação ambiental por parte dos proprietários de terra que localizam-se no entorno desses reservatórios. Com iniciativas de educação e conscientização ambiental e projetos de cunho social, a empresa já vem implantando Corredores Ecológicos na micro-região e contribuindo para a preservação ambiental local.
É de responsabilidade de todos contribuir para a qualidade do meio ambiente a que estamos inseridos, usufruindo dos recursos que o mesmo nos oferece de modo sustentável e responsável. Agindo em prol do meio ambiente, estamos contribuindo com toda a sociedade, e permitindo a nós mesmos e as gerações futuras algo que muitas vezes, por falsas crenças e imposições, nos parece pouco palpável: a qualidade de vida e a harmonia entre o homem e a natureza.

Por Maurício Meurer

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Destino de óleo queimado de veículos
O que se chama popularmente de óleo queimado que muitos nao se preocupam como e onde descartar é na verdade um resíduo altamente poluidor e perigoso para o meio ambiente e para a saúde humana, e nao só o óleo de de motor, mas também óleos de cozinha e vários outros lubrificantes utilizados em maquinas industriais se enquadram na categoria de óleo usado ou contaminado(oluc). E deve seguir o mesmo direcionamento e reciclagem.
Para se ter uma idéia embora o óleo lubrificante represente uma porcentagem pequena do lixo, um litro de óleo é capaz de contaminar um milhão de litros de água, portanto todo óleo lubrificante usado ou contaminado deverá ser recolhido, coletado e ter a destinação final adequada, de modo que nao contamine o meio ambiente.
Hoje no brasil a lei diz que a coleta de todo o óleo usado ou contaminado, é de responsabilidade do produtor e do importador, que é obrigado a ter um coletor autorizado pela ANP para realizar esse tipo de atividade. O percentual de coleta exigido hoje no brasil é d 30% do total de óleo comercializado. Como a legislação prevê que todo óleo lubrificante usado deve ser recolhido e coletado, é necessário que a atividade de coleta seja estendida a todos os municípios do país, apesar dessa eficiência ainda nao ter sido alcançada, o setor de coleta esta hoje cobrindo 4.300 munícípios e todas as capitais dos estados.
O setor de coleta no país conta com 29 centros de coleta, empresas especializadas com autorização especial e veículos especiais para esse tipo de trabalho, também são determinadas as distancias para a coleta e capacidade de carga desses veículos, as empresas coletam esse óleo, entregam nos centros de coleta avançados até as unidades de processamento, onde é feito o processo de refino e oque erra óleo queimado pode ser reutilizado novamente.

Troca de óleo em local inadequado que pode causar deramamentos infiltrando esse óleo no solo prejudicando o meio ambiente e contaminando lençóis e aquiferos.(um litro de óleo pode contaminar um milhão de litros de água)

Autor: Marcelo Tobaldine

Construção Civil em Áreas de Preservação Permanente.

Em pleno século XXI, as degradações causadas pelo homem no meio ambiente são um fato comprovado.O problema da preservação ambiental tanto interfere na qualidade de vida do ser humano, como constitui uma ameaça a sua sobrevivência.

Um aspecto que demanda atenção especial do Poder Público e da sociedade são os prejuízos provocados às Áreas de Preservação Permanentes, pois da sua integridade dependem a qualidade das águas, da vegetação e da fauna, ou seja a biodiversidade local.

As medidas legais para Áreas de Preservação Permanentes (APP’s) tiveram ínicio com o Código Florestal de 1965, Lei 4.771, artigo 2°, tendo sua alteração a partir da medida Provisória 1.511 de 1996, definindo- as como área de preservação permante: área protegida, coberta ou não por vegetação nativa, com a função ambiental de preservar os recursos hídricos, a paisagem , a estabilidade geológica , a biodiversidade, o fluxo de fauna e flora , de proteger o solo e garantir o bem-estar das populações humanas.

A importância dessas áreas é reconhecida por sua ação no controle da fluvial, e das enchentes que podem advir como também da preservação das condições sanitárias para o desenvolvimento da vida humana.

Vale lembrar que, os danos ambientais de hoje são conseqüências, em grande medida, da utilização ( ou má-utilização), dos recursos naturais no passado e do direito ambiental na predeterminação dos modos de aquisição utilização dos bens.È neste contexto que aparece e justifica a proteção do meio ambiente pois constituem fatores indispensáveis para manter as bacias hidrográficas e consequentemente da vida humana e seu desenvolvimento.

As causas pelas ocupações dessas áreas ,tais como:o desmatamento da vegetação original, o assoreamento de lagos, rios e córregos, e a erosão de encostas desmatadas, contribuem significativamente para a destruição do ecossistema.

O crescimento populacional nos centros urbanos, a construção civil e a especulação imobiliária, são as principais causas da destruição das áreas de preservação ambiental.As indústrias situadas em áreas de Preservação Permanentes constituem-se em fontes poluidoras e de grande impacto ambiental quer seja por suas ações gerenciais incorretas, quer seja por não mitigadora aos danos ambientais causados.

A intensificação de atividades econômicas como as da construção civil aceleram o crescimento urbano inadequado planejamento e a falta de controle sobre os recursos naturais pelas ações humanas tem degradado e determinado a perda.

È importantíssimo respeitar as APP’s não construir nos leitos ou margens de rios.

Dados estatísticos comprovão que “aglomerações” ou “assentamentos urbanos” empreendimentos imobiliários nas margens ou encostas são APP’s cada vez maiores e estas ocupações irregulares e portanto causam grande impacto ambiental.

Cabe cada município desenvolver uma política urbana ambiental para assim minimizar esses fatores imobiliários, e a instalação de indústrias em APP’s afeta, os recursos hídricos ,a paisagem , a estabilidade geológica, a biodiversidade , o fluxo de fauna e flora, a proteção do solo , e colocado em risco o bem estar das populações humanas.

Portanto , um crescimento com sustentabilidade , ordenado deverá ser capaz de promover mudanças, de harmonizar interesses econômicos e conservacionistas e como resultado final, a melhoria na qualidade de vida de todos.

Autora = Rejane Sordi

sábado, 19 de setembro de 2009


Tácia M. dos Santos










Nas últimas décadas, o aumento populacional e o consequente aumento das atividades industriais vêm contribuindo para o agravamento dos problemas ambientais, principalmente com respeito à preservação das águas superficiais e subterrâneas. Em função deste fato, a legislação vem se tornando cada vez mais restritiva e a fiscalização, mais presente. Entretanto, relatos de despejos de toneladas de resíduos em córregos, rios e mares são ainda bastante freqüentes em todo o mundo.

Um dos mais freqüentes casos de contaminação de aquíferos em centros urbanos refere-se a tanques enterrados, o grande número de contaminações por postos de combustível decorre da grande quantidade de empreendimentos, da estocagem de produtos perigosos e altamente tóxicos, que mesmo com pequenas perdas causam potencialmente grandes plumas contaminantes, da dificuldade de detecção de vazamentos em tanques subterrâneos e da falta de fiscalização adequada.

Em tais condições, a premissa de que a água subterrânea apresenta-se em geral, em condições adequadas para o uso "in natura", necessitando apenas de simples desinfecção deixa de ser verdadeira. A ocorrência de compostos químicos decorrentes das atividades humanas pode prejudicar a qualidade deste recurso ou torná-lo nocivo ou perigoso à saúde humana. Tal situação é particularmente verdadeira quando há contaminação do subsolo por hidrocarbonetos derivados de petróleo.

Ocorreu um fato na cidade de Dois Vizinhos, interior do Sudoeste do Paraná, onde houve uma denuncia no dia 28 de fevereiro de 2008 sobre derramamento de óleo. No local era possível perceber várias nascentes de água contaminadas com óleo combustível que deságuam no Rio Girau Alto que atravessa e abastece a cidade.
Após os trabalhos realizados na Câmara os deputados acompanhados de técnicos do IAP, vereadores e demais lideranças do município estiveram no local para averiguar em que situação se encontrava o mesmo. Tendo como objetivo tomar decisões de ordem técnica quanto a este caso para solucionar o problema o mais breve possível.

Mediante as informações obtidas durante toda essa pesquisa, assim como dos resultados obtidos, pode-se concluir que o meio ambiente enfrenta um sério problema no que se refere à fiscalização e licenciamento dos postos de combustíveis, sendo que ainda não há muita fiscalização.

Esta situação é um fator preponderante para o aumento de áreas contaminadas por hidrocarbonetos de petróleo, substâncias com elevado grau de toxicidade. Com isso, as águas subterrâneas, que poderiam e são utilizada por diversas propriedades como fonte de abastecimento, estão sendo comprometidas de maneira acelerada, visto também a negligência dos proprietários dos postos que não realizam o monitoramento contínuo em suas propriedades, assim como não realizam a troca dos tanques de armazenamento de combustíveis, o que facilita o surgimento de vazamentos devido o elevado estado de deteriorização dos mesmos.

Associado a estes fatores torna-se necessário uma fiscalização mais efetiva nesses estabelecimentos, de modo a garantir que os mesmos não contribuam para a degradação ambiental.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

CONSUMO DE ÁGUAS PLUVIAIS EM LIMPEZA PÚBLICA OU COMUM

Márcia da Costa

Preservação de recursos naturais é um dos assuntos que mais está presente em nosso dia a dia. O uso racional da água por exemplo, ouve se falar constantemente sobre isso, mas será que são tomadas as medidas cabíveis para que esse consumo moderado seja feito? Utilizemos o exemplo do uso da água na limpeza de repartições públicas, como um posto de saúde.
Em pesquisa feita na cidade de São Jorge D'Oeste, o posto de saúde local utiliza-se de água tratada para a limpeza diária, assim como nas descargas de vasos sanitários. E isso acontece em todas as demais repartições públicas da cidade. A água tratada e clorada é utilizada para fins onde poderiam ser usada água de padrão de qualidade inferior, e seguindo tendência mundial, a água da chuva. Sabemos que o tratamento da água tem um alto custo econômico, e esse valor é repassado tanto para a população como para os orgãos públicos que utiliza esse recurso.
Para mudar essa realidade uma proposta é a implementação de um sistema para captação da água da chuva, a qual seria utilizada para limpeza pública e áreas comuns, sendo que esta água está disponível, sem custo algum, em todos os telhados. O sistema consiste no armazenamento dessa água, sendo recolhida dos telhados através de calhas e armazenada em cisternas para posterior utilização. Para isso deve ser levado em consideração o índice pluviométrico da região, a área disponível do telhado para a captação da água, a quantidade de água utilizada, entre outros critérios.
A utilização desse sistema traz muitos benefícios tanto para o meio ambiente como para a população. Entre os benefícios podemos citar a redução do consumo de água da rede pública e os gastos com esse serviço, diminuindo então os gastos da prefeitura com a conta de água; sendo utilizada a água da chuva diminuirá a captação de água de mananciais ou de água subterrânea; não será utilizada a água tratada e clorada para fins que não seja necessário esse tratamento, como no caso do posto de saúde na limpeza e utilização para descarga de vasos sanitários, além disso, uma ação de conservação de recursos hídricos feita por orgãos públicos pode despertar o interesse na população para agir da mesma maneira.
Uma ação isolada de utilização de águas pluviais representa não ter tanto impacto sobre a preservação desse recurso, mas se essa ação vier como exemplo de que todos os cuidados possíveis com a agua são extremamente importantes, mais pessoas podem se dar conta desse fato e passar a agir da mesma maneira. Aí sim, várias ações juntas representarão um impacto maior tanto para a conscientização da sociedade como para o meio ambiente que tanto necessita de cuidados

Araucária como Bioindicador de Preservação


Wagner de Aguiar (1)

A araucária ou também conhecida como Pinheiro – do – Paraná tem grande valor cultural, econômico, social e ambiental, a região sul do Brasil, onde ocorre naturalmente nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul principalmente, e em pequenas áreas em outros estados. Tendo em vista sua grande utilização em diversas atividades desenvolvidas, nesta região, devido as grandes qualidades de suas características físicas e estruturais, levaram a araucária a entrar na lista de espécies ameaçadas de extinção, causalidade está gerada pela exploração predatória de sua madeira por madeireiros que a cobiçam muito.
A Araucaria angustifólia é uma espécie nativa pertencente a chamada Floresta Umbrófila Mista, que integra o bioma da Mata Atlantica (2), caracteriza-se pela fisionomia alta e densa e a formação estrutural formada e um estrato superior dominado pelas arvores e um sub-bosque composto por angiospermas e gimnospermas (3). Ocupando o dossel neste ambiente.
A floresta de araucária tem grande valor como bioindicador fisiológico de preservação já que auxilia na formação do sub-bosque, devido à interação intensa com a fauna local oferecendo alimentos a pequenos animais como roedores como cotias e aves como a gralha azul nos períodos de frio, já que geralmente não há frutas nesta época, animais entre estes dispersores de sementes de diversas espécies formadoras do sub-bosque, possibilitando a dispersão não somente de sementes, mas também de pólen. (4)
As araucárias estão geralmente dispersas dentro do bioma, o que facilita o desenvolvimento de espécies complementares a aquele ambiente, fundamental na circulação de genes e na manutenção da biodiversidade de animais e vegetais que vivem em simbiose com este bioma. Equilíbrio este quebrado devido à devastação desta floresta.
A araucária tem ainda uma grande importância como bioindicador sócio-cultural de preservação ambiental, já que devido à grande cobiça por sua madeira, indica que, estando a arvore em pé, que valores ambientais preservacionistas e conservacionistas também estão presentes naquele ambiente ocupado por ela. Além de manter viva diversas culturas humanas relacionadas à sua existência.

(1) Acadêmico de Engenharia Ambiental. UNISEP - Dois Vizinhos, PR.
(2) Pineiro-do-Paraná. Disponivel em pt.wikipedia.org/wiki/Pinheiro-do-paran%C3%A1, Consulta em 16/09/2009.
(3) Marlon Vasconcelos, Paulo Henrique P. Machado, Renata Pereira e Vanessa Baptista, Influência do Folhiço e do Pisoteio no estabelecimento de Plântulas Sob Araucaria angustifolia, Curso de Campo 2006, Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS, Universidade do Vale do Rio dos Sinos – UNISINOS.
(4) Araucaria angustifolia (Araucaria). Disponível em www.ipef.br/identificacao/araucaria.angustifolia.asp Consulta em 10/09/2009.

Considerações ambientais no Plano Piloto Municipal

O Plano Diretor (ou Plano Piloto) é uma lei municipal que estabelece diretrizes para a ocupação da cidade. Ele deve identificar e analisar as características físicas, as atividades predominantes e as vocações da cidade, os problemas e as potencialidades. É um conjunto de regras básicas que determinam o que pode e o que não pode ser feito em cada parte de cidade. Como base, analisei o Plano Diretor da cidade de São Jorge D Oeste, a qual possui aproximadamente 9.669 habitantes, e possui um área com cerca de 382 km².
Conforme solicitado pela prefeitura da cidade, o projeto foi atualizado no ano de 2006, contendo assim algumas alterações, ate a presente data. Este documento, que foi aprovado pela câmera de vereadores, contem todas as informações de bases e leis para loteamento e uso e ocupação do solo. Para as áreas rurais, consta uma notificação diferente da apresentada ao perímetro urbano, no artigo 4°, parágrafo único, designa que todas as Macrozonas Rurais só será admitido o parcelamento com a previa anuência da Prefeitura Municipal e aprovação do INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) ou dos órgãos Estadual e Federal de controle do meio ambiente, conforme disposição da Legislação Federal.
Isto pode nos deixar um pouco mais “aliviados” quando a questão é cuidados com áreas ambientais, pois deixa bem claro, caso o local não seja apropriado para uso e ocupação, o projeto será vetado pelos órgãos responsáveis. Especialmente falando de proteção ao meio ambiente, no Capitulo III, artigo 5°, na parte das Áreas Parceláveis e não Parceláveis, consta o que não se pode ser feito quando o local apresentar algumas atribuições, como terrenos alagadiços, nascentes (mesmo os chamados “olhos d’água”) seja qual for a sua situação topográfica a menos de 50,00m, terrenos onde exista degradação da qualidade ambiental não pode ser utilizado até sua correção, entre outros.
Bom, que o projeto existe isso podemos ver, agora o que precisamos fazer é monitorar para que tudo que foi estipulado no mesmo seja cumprido de forma exemplar, não deixando apenas em uma gaveta arquivada, se queremos um ambiente satisfatório para vivermos, precisamos monitorar e zelar pelo que é nosso por direito, um ambiente SAUDAVEL!

Autora: Morgana Chiarello

CONSUMO DE LENHA NATIVA E O IMPACTO AMBIENTAL

Renata Garbossa



O uso de lenha nativa de forma exacerbada pode causar um possível esgotamento da vegetação nativa. A conscientização ambiental da população em relação ao uso e ao corte desta vegetação vem sendo estimulada pela cobrança de órgãos governamentais e com o auxilio da Lei 9.605, Lei de crimes Ambientais, sancionada dia 12 de fevereiro de 1988, que dispõe, dentre outros assunto, sob crimes contra a flora.
Segundo a Lei fica vetado:
Art.46.Receber ou adquirir, para fins comerciais ou industriais, madeira, lenha, carvão e outros produtos de origem vegetal, sem exigir a exibição de licença do vendedor, outorgada pela autoridade competente, e sem munir-se da via que deverá acompanhar o produto até final beneficiamento: pena-detenção, de seis meses a um ano, e multa.
Parágrafo único.Incorre nas mesmas penas quem vende, expõe à venda, tem em depósito, transporta ou guarda madeira, lenha, carvão e outros produtos de origem vegetal, sem licença válida para todo o tempo da viagem ou do armazenamento, outorgada pela autoridade competente.(Brasil,1998).
O uso de lenha nativa é praticado em muitas residências como forma de combustível, principalmente para cozer alimentos em fogões a lenha(Figura 1), tendo em vista que é praticamente impossível fiscalizar todos estes locais, e tem-se a ideia que a utilização é em pequena escala.


Figura 1

Mesmo com a ilegalidade do corte desta madeira nativa, ela é utilizada, pois é considerada viável pelos consumidores, podendo ser retirada dentro da própria propriedade, sem custo algum, mas em relação ao meio ambiente é totalmente inviável.
A exploração desta lenha retirada de forma insustentável afeta o meio ambiente sobre várias formas podendo ocorrer extinção de algumas espécies vegetais, pelo fato desta exploração não ser feita de forma sustentável; aumento da concentração de dióxido de carbono na atmosfera; no solo onde é retirada a vegetação ocorre perda de nutrientes, lixiviação e erosão.
O uso de lenha em residências pode não ser levado em consideração por muitos por ser visto como uma prática que utiliza pequena quantidade de lenha como fato isolado, mas cada medida de prevenção da natureza é importante, tendo em vista que são as pequenas ações que juntas geram benefícios ao meio ambiente.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

PERIGOS E IMPACTOS AMBIENTAIS DEVIDO AO USO DO TOPO DE MORROS

Eliane Denes (1)

Os impactos ambientais gerados pelo uso dos topos de morros são muitos, causados pela necessidade de uso ou por descaso com a Lei protecionista. O código florestal brasileiro (Lei 4.771 de 1965) definiu os topos de morro como Áreas de Preservação Permanente (APPs), que regulamentada pela resolução CONAMA 303/2002, é definido como: “Topo de Morro” como sendo “delimitadas a partir da curva de nível correspondente a dois terços da altura mínima da elevação em relação à base”(2)
A mesma resolução em seu Art. 2º define topo de morro como sendo a elevação do terreno com cota do topo em relação à base entre 50 e 300 metros, e encostas com declividade superior a trinta por cento (aproximadamente 17º) na linha de maior declividade, como mostra a figura abaixo.


Figura 1 – Descrição de “topo de morro” segundo legislação
Fonte: www.artedeproduziragua.com.br (03/09/09)

O uso de um solo depende de estudo das suas propriedades, de acordo com a realidade local/regional, isto significa que um determinado local pode ter uma acentuada declividade, mas ter características que, com auxilio de um sistema de manutenção preventiva conservacionista, possibilitará sua exploração, desde que este não venha a interferir em outra função essencial das florestas, como por exemplo, quando á afloramentos hídricos que descem pelas encostas, ou vice-versa.

O que ocorre de maneira generalizada em topos de morro é o desmatamento e utilização preferencialmente para pastagens e florestamento comercial, tendo como resultado a erosão e a perda de nutrientes do solo. Como mostra a Figura 1, o solo apresenta-se exposto devido á ma conservação, a não adequação da área para a atividade e o pisoteio dos animais, que, através de chuvas é carreado para as cotas mais baixas do terreno onde normalmente encontram-se os leitos superficiais hídricos.


Figura 1 – Desmatamento e exploração de áreas de opôs de morro
Fonte: Ges Ambiental Ltda, 2008

O exposto na Figura 1 ainda é mais bem detalhado na Figura 2 abaixo, que apresenta sinais claros do resultado de uma utilização sem critérios técnicos de manutenção e adequação para a atividade de exploração implantada na área.


Figura 2 – Exposição e erosão no solo – a falta de manejo adequado
Fonte: Ges Ambiental Ltda, 2008

Após a criação do Código Florestal, inúmeras medidas legais foram criadas para regular e evitar degradação e impactos decorrentes. Devido ao fato de o Brasil ser um país com muitas realidades a aplicação do sistema de regulação ambiental gera discussão, já que muitas regiões apresentam relevo fortemente ondulado, e devido á necessidade produtivas que forçam a exploração de áreas protegidas pelo Código Florestal, e a falta de preparo de técnicos e a fiscalização somadas, são fatores de grandes impactos.

(1)Acadêmica de Engenharia Ambiental. UNISEP - Dois Vizinhos, PR.
(2)(Item V Art. 3o Resolução CONAMA 303/2002)

Recuperação de áreas particulares degradadas- por Ricardo Galon


Existem hoje muitas áreas degradadas em nosso pais, que necessitam de um trabalho de recuperação, mas que por vários motivos não são feitos. Com base no que soube em duas prefeituras onde fui me informar a respeito do funcionamento das cascalheiras fiquei sabendo "verbalmente"que todas estão operando de forma legal, ou seja, não tive acesso as licenças e muito menos ao plano de recuperação das cascalheiras (se é que existam).
O terreno para este tipo de extração e negociado pela prefeitura junto aos produtores e cabe a esta retirar as licenças e consequentemente fazer o projeto para recuperação da área. Em uma um a prefeitura tive a promessa de receber mais informações e dados sobre a cascalheira, mas já se passaram mais de três semanas e ainda não recebi nada do gênero.
Como parte deste trabalho, fiz algumas fotos de cascalheiras próximas a minha casa e ao conversar com o dono do terreno que cedeu este para a extração do cascalho fiquei sabendo que não fora feito nenhum tipo de licença no local para a extração.
Em minhas pesquisas descobri que o numero de cidades que esta com problemas para a liberação de licenças para a extração e muito grande, por causa disto muitas prefeituras deixaram de cascalhar as estradas rurais com pedras e estão utilizando somente terra.
Isto esta causando um caos principalmente na época das chuvas.
Mas se não bastasse os problemas com as licenças, existem outros problemas com a recuperação das áreas degradadas usadas para a extração, que apesar de existirem especificações do conama e código ambiental, essa recuperação não acontece. Nas três cascalheiras visitadas nenhuma possui projetos de recuperação dessas áreas. Com isso fica fácil ver os impactos ali existentes como entre os principais a erosão e a destruição da flora.
Este tipo de extração gera uma destruição de matas sem contar na poluição visual gerada, já que a uma enorme distancia se consegue visualizar enormes clareiras geralmente localizadas em topos de morros isto torna mais fácil a visualização das cascalheira.
As prefeituras estão tendo que se adaptarem as leis na "marra" já que o cerco sobre as questões ambientais esta se fechando e isto esta acontecendo não somente com as prefeituras, mas de maneira geral a todas as empresas, grande parte delas hoje ou se adaptam as normas ou são obrigadas a fecharem.