terça-feira, 6 de outubro de 2009

Poda de Árvores em Centros Urbanos

Marcos José Chaves[1]

O desenvolvimento acelerado proporciona às cidades, especialmente as de grande porte, um aspecto cada vez mais artificial, trazendo grandes prejuízos á qualidade de vida dos seus moradores. A biodiversidade nos centros urbanos limita-se aos parques, que de maneira geral são mal cuidados e insuficientes. Mesmo as árvores decorativas e de sombra são engolidas pela cidade ou são submetidas há podas anuais feitas sem qualquer critério que culminam na morte das mesmas.
Segundo Lutzemberger (2004), em princípio árvore alguma necessita de poda, pois quanto mais livremente uma árvore consegue desenvolver-se, mais bela e sã ela será. Porém, o que vemos pelas ruas são árvores secas que dificilmente conseguem se regenerar dessa “mutilação” chamada poda[2].
A cultura da poda anual está inserida em nosso meio, é prática comum das nossas prefeituras designarem todos os anos, funcionários sem qualquer orientação técnica, para efetuarem o corte dos galhos mais “fracos” para que a árvore possa se recuperar. Esse argumento se embasa nos brotos que saem após a poda, mas na verdade a ferida deixada pelo corte é muito mais danosa para a árvore, pois é entrada para bactérias e fungos que acabam destruindo a árvore por dentro.
É justificável a poda nos casos onde há a necessidade de defender os fios elétricos a fim de evitar curtos-circuitos ou quando essas estiveram atrapalhando o trânsito ou a sinalização. Nesses casos, a poda deve ser acompanhada por profissional qualificado que orientará o corte de maneira adequada. O corte deve ser rente e sem deixar lascas e de preferência deve-se aplicar no local do corte uma substância protetora que facilite a cicatrização e evite o apodrecimento.
Como já foi descrito, o problema da poda inadequada, assim como outras práticas em desacordo com o meio ambiente, é questão de cultura, só pode ser sanado com a mudança de consciência da sociedade e depende de cada um essa mudança. Contudo, a falta de informação também é substancial e nesse aspecto cabe a todos nós repassar as boas práticas ambientais para o bem da coletividade e sobrevivência do nosso planeta.
[1] Acadêmico do 6° Semestre de Engenharia Ambiental - Unisep
[2] José Lutzenberger, em seu livro Manual da Ecologia, trata da poda das árvores como mutilação às mesmas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Sejam Bem vindos! Help! A natureza precisa de nós!