terça-feira, 29 de setembro de 2009
Meio Ambiente na Rádio Panaroma
A emissora, sempre exerceu um forte papel como educadora e orientadora nas questões ambientais na cidade de Itapejara D’oeste PR. Essa preocupação com o meio ambiente surgiu logo no início da sua implantação. A emissora da rádio não possui um programa especifico para o meio ambiente, mas tem trabalhado muito com o mesmo na parte de jornalismo geral.
Junto com a prefeitura municipal, vem desenvolvendo um grande trabalho na parte de Reserva Legal, que é área localizada no interior de uma propriedade ou posse rural, excetuada a de preservação permanente, necessária ao uso sustentável dos recursos naturais, à conservação e reabilitação dos processos ecológicos, à conservação da biodiversidade e ao abrigo e proteção de fauna e flora nativas; Área de Preservação Permanente(APP), que é área coberta ou não por vegetação nativa, com a função ambiental de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica, biodiversidade, fauna e flora, proteger o solo e assegurar o bem estar da população; Recuperação de Nascentes, para melhorar a qualidade da água principalmente da população rural; consientização da população, na destinação e separação do lixo publico para melhorar o bem estar e a qualidade de vida da população, e na divulgaçãoda distribuição de mudas de árvores nativas e exoticas, disponibilizadas pela prefeitura municipal junto com Instituto Ambiental do Paraná(IAP), para a recuperação das áreas de preservação permanente e de reserva legal do municipio.
A emissora incentiva e explica aos agricultores a fazer a tríplice lavagem entrega das embalagens vazias de agrotóxicos, nos devidos postos de coleta nas datas específicadas pelo órgão ambiental competente.
Todas essas atividades são importantes para a preservação do meio ambiente controle da poluição, proporcionando uma melhor qualidade de vida para nos e nossas futuras gerações.
ACADÊMICO: Luis Henrique Antoniolli
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Destinação final e lixões da região

Atualmente os dados da Secretaria de Desenvolvimento Rural, Meio Ambiente e Recursos Hídricos indicam que das 500 toneladas/mês de lixo recolhidas em Dois Vizinhos - PR, somente 9% são reciclados. Do total dos resíduos coletados no município, 55% é resíduo orgânico, 36% são caracterizados com rejeito devido à falta de separação adequada que contamina o resíduo potencialmente reciclável que é destinado ao aterro sanitário.
Segundo Gilmar Perin, proprietário da Pema (responsável pelo recolhimento e destinação do lixo no município), que investe para atender as exigências dos órgãos ambientais, o municipio conta com três células no aterro sanitário,essa ultima em construção com 1.700m², para a destinação do lixo considerado rejeito que não pode ser reciclado.
Como esta quantidade de lixo que é destinada ao aterro ainda é muito grande observamos a falta de conscientização e participação da população para separar o lixo. Visando uma melhora neste aspecto, o Conselho Municipal de Meio Ambiente, a Pema e demais parceiros trabalham para lançar nesse mês de setembro o Programa Mais Capricho com o Lixo, que é viabilizado pela prefeitura do município, que visa realizar ações de conscientização e orientação de como as pessoas devem separar o lixo em reciclados, orgânicos e rejeitos nas residências, reduzindo a quantidade do material que vai para o aterro e aumentar a quantidade de reciclagem de lixo.
De acordo com o geógrafo Clair Antonelo, da prefeitura de Dois Vizinhos - PR, é preciso aumentar a porcentagem de lixo bom a ser reciclado e com o programa Mais Capricho com o Lixo a previsão é para que este percentual aumente, proporcionando mais saúde para o meio ambiente e qualidade de vida para a população.
Por Willian Rafael Orben
sábado, 26 de setembro de 2009
Fiscalização Ambietal
O meio ambiente vem sendo muito agredido pelo homem. Assim foram criadas leis e outros mecanismos para amenizar ou até extinguir todo esse ataque à natureza.
Para isso foram criados órgãos que são responsáveis para aplicar a legislação ambiental e fiscalizar. Em Francisco Beltrão, o único órgão que está realizando esse processo é o Instituto Ambiental do Paraná – IAP, atendendo 27 municípios do sudoeste.
Mais vem uma questão que não é pautada somente nessa cidade ou região, mais sim em todo o país: será que os órgãos responsáveis estão mesmo fiscalizando corretamente as ações da população e do governo?
A fiscalização aplicada pelo órgão responsável deixa muito a desejar, por não conseguir realizar um trabalho eficaz, deixando muitas irregularidades passarem ilesas, sem seu devido encaminhamento correto ou punição.
Mas, essa má fiscalização não é gerada pela falta de leis, mas pela carência de infra-estrutura dos órgãos responsáveis por aplicar as normas. Falta de equipamentos (automóveis, barcos, helicópteros, GPS ou até um simples computador) e pessoal habilitado para ir a campo realizar as fiscalizações, são dois bons exemplos, tendo em Francisco Beltrão apenas 10 técnicos para fiscalizar os 27 municípios.
A maior dificuldade é o fundo para manter os equipamentos e a aquisição de novos, muitas vezes não se obtém verba para abastecer os veículos da inspeção e a aquisição da alimentação dos técnicos quando estão a campo.
Com tantas dificuldades, nenhum órgão ou empresa consegue fazer um trabalho adequado. Esses problemas afetam todo o processo, desde a ida ao campo até aplicação da legislação. Para mudar esse cenário o governo deve levar mais a sério o sistema de fiscalização ambiental, destinando o capital adequado para essa demanda, criando oportunidades de expansão para os órgãos responsáveis e, conseqüentemente abrindo novas vagas para técnicos aptos a realizar as vistorias. Além disso, cobrar com insistência a aplicação correta das leis, fazendo realmente um sistema fortalecido e competente.
Renato Socolovski Verlindo
Emissão de Resíduos Sólidos em Águas Públicas
De acordo com a norma NBR-10 004 da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), estes resíduos são classificados em: Perigosos, não-inertes e inertes que são os resíduos que não se degradam ou não se decompõem quando dispostos no solo, são resíduos como o entulho de construção que compõe-se de restos (concretos e argamassas, ou seja, aqueles que contêm cimento, cal, areia e brita) e fragmentos de materiais (elementos pré moldados, como materiais cerâmicos, blocos de concreto, e outros). Sendo muitas vezes jogados diretamente na água, havendo degradação por problemas de contaminação e poluição, os quais vêm gerando dificuldades para o aproveitamento de recursos hídricos e intensificando sua escassez.
Na cidade de Pato Branco, (Rua Xingu), encontra-se um prédio em construção de não mais que quatro andares onde despeja irregularmente seus rejeitos numa área a poucos metros de uma nascente que deságua do Rio Ligeiro até o Rio Chopim. Segundo IAP – Instituto Ambiental do Paraná (Pato Branco) o proprietário já recebeu multa pelo volume crescente de entulho encontrado no local, requerendo medidas imediatas – denúncia feita pelos moradores próximos do local. No período de chuvas esse problema se agrava, pois esses rejeitos são levados até curso d’água (córrego), causando poluição como um todo.
Hoje já existem métodos de reciclagem, gerando elementos construtivos como a produção de argamassas alternativas, que apresentam propriedades comparáveis e mesmo superiores àquelas apresentadas pelas argamassas convencionais. Contudo, sendo o entulho composto principalmente de argamassas endurecidas e materiais cerâmicos (tijolos e telhas) quando moídos se transforma em um material pulverulento, capaz de reagir com cal.
A preservação e a recuperação das nascentes e dos nossos cursos d’água não são apenas atitudes que satisfazem a legislação ou propiciam a continuidade do aproveitamento das águas para as mais variadas atividades humanas, mas são, acima de tudo, ações concretas em favor da vida, desta e das futuras gerações em nosso planeta.
Academica: Thaize Battisti
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Criação de Corredores Ecológicos e a preservação do Meio Ambiente

Entende-se por Corredores Ecológicos as áreas que unem os remanescentes florestais, possibilitando o livre trânsito de animais e a dispersão de sementes das espécies vegetais, contribuindo para o fluxo gênico entre as espécies da fauna e flora e a conservação da biodiversidade, além de garantir a conservação dos recursos hídricos e do solo e contribuir para o equilíbrio do clima e da paisagem.
A partir deste contexto, analisa-se a importância da criação de Corredores Ecológicos em nossa região, ou seja, sudoeste do Paraná, a qual apresenta remanescentes de floresta nativa que totalizam apenas 7% de sua formação original, evidenciando o enorme conflito entre a ampliação das atividades humanas e a preservação do meio ambiente. Considerando que estes remanescentes formam verdadeiras ilhas de biodiversidade e que seu isolamento acarreta na diminuição ou até mesmo extinção de espécies nativas, os Corredores Ecológicos assumem importantíssimo papel para o meio ambiente regional.
Objetivando a diminuição dos impactos ambientais causados pelas atividades humanas numa região que já possuiu tamanha riqueza e abundancia de espécies animais e vegetais, a maior empresa privada de energia do Brasil, a TRACTEBEL Energia, realiza algumas ações de âmbito ambiental, como o “Programa de avaliação da eficiência de Corredores Ecológicos na área de entorno dos reservatórios de Salto Osório e Salto Santiago”. Estudos realizados pela empresa analisam de modo qualitativo e quantitativo a fauna e a flora local, além dos aspectos arqueológicos que abrangem a área em questão e aponta o enorme prejuízo causado às espécies locais devido seu isolamento, sendo que isso ocorre principalmente pelo descumprimento da legislação ambiental por parte dos proprietários de terra que localizam-se no entorno desses reservatórios. Com iniciativas de educação e conscientização ambiental e projetos de cunho social, a empresa já vem implantando Corredores Ecológicos na micro-região e contribuindo para a preservação ambiental local.
É de responsabilidade de todos contribuir para a qualidade do meio ambiente a que estamos inseridos, usufruindo dos recursos que o mesmo nos oferece de modo sustentável e responsável. Agindo em prol do meio ambiente, estamos contribuindo com toda a sociedade, e permitindo a nós mesmos e as gerações futuras algo que muitas vezes, por falsas crenças e imposições, nos parece pouco palpável: a qualidade de vida e a harmonia entre o homem e a natureza.
Por Maurício Meurer
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
O que se chama popularmente de óleo queimado que muitos nao se preocupam como e onde descartar é na verdade um resíduo altamente poluidor e perigoso para o meio ambiente e para a saúde humana, e nao só o óleo de de motor, mas também óleos de cozinha e vários outros lubrificantes utilizados em maquinas industriais se enquadram na categoria de óleo usado ou contaminado(oluc). E deve seguir o mesmo direcionamento e reciclagem.
Para se ter uma idéia embora o óleo lubrificante represente uma porcentagem pequena do lixo, um litro de óleo é capaz de contaminar um milhão de litros de água, portanto todo óleo lubrificante usado ou contaminado deverá ser recolhido, coletado e ter a destinação final adequada, de modo que nao contamine o meio ambiente.
Hoje no brasil a lei diz que a coleta de todo o óleo usado ou contaminado, é de responsabilidade do produtor e do importador, que é obrigado a ter um coletor autorizado pela ANP para realizar esse tipo de atividade. O percentual de coleta exigido hoje no brasil é d 30% do total de óleo comercializado. Como a legislação prevê que todo óleo lubrificante usado deve ser recolhido e coletado, é necessário que a atividade de coleta seja estendida a todos os municípios do país, apesar dessa eficiência ainda nao ter sido alcançada, o setor de coleta esta hoje cobrindo 4.300 munícípios e todas as capitais dos estados.
O setor de coleta no país conta com 29 centros de coleta, empresas especializadas com autorização especial e veículos especiais para esse tipo de trabalho, também são determinadas as distancias para a coleta e capacidade de carga desses veículos, as empresas coletam esse óleo, entregam nos centros de coleta avançados até as unidades de processamento, onde é feito o processo de refino e oque erra óleo queimado pode ser reutilizado novamente.
Troca de óleo em local inadequado que pode causar deramamentos infiltrando esse óleo no solo prejudicando o meio ambiente e contaminando lençóis e aquiferos.(um litro de óleo pode contaminar um milhão de litros de água)
Autor: Marcelo Tobaldine
Construção Civil em Áreas de Preservação Permanente.
Em pleno século XXI, as degradações causadas pelo homem no meio ambiente são um fato comprovado.O problema da preservação ambiental tanto interfere na qualidade de vida do ser humano, como constitui uma ameaça a sua sobrevivência.
Um aspecto que demanda atenção especial do Poder Público e da sociedade são os prejuízos provocados às Áreas de Preservação Permanentes, pois da sua integridade dependem a qualidade das águas, da vegetação e da fauna, ou seja a biodiversidade local.
As medidas legais para Áreas de Preservação Permanentes (APP’s) tiveram ínicio com o Código Florestal de 1965, Lei 4.771, artigo 2°, tendo sua alteração a partir da medida Provisória 1.511 de 1996, definindo- as como área de preservação permante: área protegida, coberta ou não por vegetação nativa, com a função ambiental de preservar os recursos hídricos, a paisagem , a estabilidade geológica , a biodiversidade, o fluxo de fauna e flora , de proteger o solo e garantir o bem-estar das populações humanas.
A importância dessas áreas é reconhecida por sua ação no controle da fluvial, e das enchentes que podem advir como também da preservação das condições sanitárias para o desenvolvimento da vida humana.
Vale lembrar que, os danos ambientais de hoje são conseqüências, em grande medida, da utilização ( ou má-utilização), dos recursos naturais no passado e do direito ambiental na predeterminação dos modos de aquisição utilização dos bens.È neste contexto que aparece e justifica a proteção do meio ambiente pois constituem fatores indispensáveis para manter as bacias hidrográficas e consequentemente da vida humana e seu desenvolvimento.
As causas pelas ocupações dessas áreas ,tais como:o desmatamento da vegetação original, o assoreamento de lagos, rios e córregos, e a erosão de encostas desmatadas, contribuem significativamente para a destruição do ecossistema.
O crescimento populacional nos centros urbanos, a construção civil e a especulação imobiliária, são as principais causas da destruição das áreas de preservação ambiental.As indústrias situadas em áreas de Preservação Permanentes constituem-se em fontes poluidoras e de grande impacto ambiental quer seja por suas ações gerenciais incorretas, quer seja por não mitigadora aos danos ambientais causados.
A intensificação de atividades econômicas como as da construção civil aceleram o crescimento urbano inadequado planejamento e a falta de controle sobre os recursos naturais pelas ações humanas tem degradado e determinado a perda.
È importantíssimo respeitar as APP’s não construir nos leitos ou margens de rios.
Dados estatísticos comprovão que “aglomerações” ou “assentamentos urbanos” empreendimentos imobiliários nas margens ou encostas são APP’s cada vez maiores e estas ocupações irregulares e portanto causam grande impacto ambiental.
Cabe cada município desenvolver uma política urbana ambiental para assim minimizar esses fatores imobiliários, e a instalação de indústrias em APP’s afeta, os recursos hídricos ,a paisagem , a estabilidade geológica, a biodiversidade , o fluxo de fauna e flora, a proteção do solo , e colocado em risco o bem estar das populações humanas.
Portanto , um crescimento com sustentabilidade , ordenado deverá ser capaz de promover mudanças, de harmonizar interesses econômicos e conservacionistas e como resultado final, a melhoria na qualidade de vida de todos.
Autora = Rejane Sordi
sábado, 19 de setembro de 2009

Tácia M. dos Santos
Nas últimas décadas, o aumento populacional e o consequente aumento das atividades industriais vêm contribuindo para o agravamento dos problemas ambientais, principalmente com respeito à preservação das águas superficiais e subterrâneas. Em função deste fato, a legislação vem se tornando cada vez mais restritiva e a fiscalização, mais presente. Entretanto, relatos de despejos de toneladas de resíduos em córregos, rios e mares são ainda bastante freqüentes em todo o mundo.
Um dos mais freqüentes casos de contaminação de aquíferos em centros urbanos refere-se a tanques enterrados, o grande número de contaminações por postos de combustível decorre da grande quantidade de empreendimentos, da estocagem de produtos perigosos e altamente tóxicos, que mesmo com pequenas perdas causam potencialmente grandes plumas contaminantes, da dificuldade de detecção de vazamentos em tanques subterrâneos e da falta de fiscalização adequada.
Em tais condições, a premissa de que a água subterrânea apresenta-se em geral, em condições adequadas para o uso "in natura", necessitando apenas de simples desinfecção deixa de ser verdadeira. A ocorrência de compostos químicos decorrentes das atividades humanas pode prejudicar a qualidade deste recurso ou torná-lo nocivo ou perigoso à saúde humana. Tal situação é particularmente verdadeira quando há contaminação do subsolo por hidrocarbonetos derivados de petróleo.
Ocorreu um fato na cidade de Dois Vizinhos, interior do Sudoeste do Paraná, onde houve uma denuncia no dia 28 de fevereiro de 2008 sobre derramamento de óleo. No local era possível perceber várias nascentes de água contaminadas com óleo combustível que deságuam no Rio Girau Alto que atravessa e abastece a cidade.
Após os trabalhos realizados na Câmara os deputados acompanhados de técnicos do IAP, vereadores e demais lideranças do município estiveram no local para averiguar em que situação se encontrava o mesmo. Tendo como objetivo tomar decisões de ordem técnica quanto a este caso para solucionar o problema o mais breve possível.
Mediante as informações obtidas durante toda essa pesquisa, assim como dos resultados obtidos, pode-se concluir que o meio ambiente enfrenta um sério problema no que se refere à fiscalização e licenciamento dos postos de combustíveis, sendo que ainda não há muita fiscalização.
Esta situação é um fator preponderante para o aumento de áreas contaminadas por hidrocarbonetos de petróleo, substâncias com elevado grau de toxicidade. Com isso, as águas subterrâneas, que poderiam e são utilizada por diversas propriedades como fonte de abastecimento, estão sendo comprometidas de maneira acelerada, visto também a negligência dos proprietários dos postos que não realizam o monitoramento contínuo em suas propriedades, assim como não realizam a troca dos tanques de armazenamento de combustíveis, o que facilita o surgimento de vazamentos devido o elevado estado de deteriorização dos mesmos.
Associado a estes fatores torna-se necessário uma fiscalização mais efetiva nesses estabelecimentos, de modo a garantir que os mesmos não contribuam para a degradação ambiental.
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
CONSUMO DE ÁGUAS PLUVIAIS EM LIMPEZA PÚBLICA OU COMUM
Preservação de recursos naturais é um dos assuntos que mais está presente em nosso dia a dia. O uso racional da água por exemplo, ouve se falar constantemente sobre isso, mas será que são tomadas as medidas cabíveis para que esse consumo moderado seja feito? Utilizemos o exemplo do uso da água na limpeza de repartições públicas, como um posto de saúde.
Em pesquisa feita na cidade de São Jorge D'Oeste, o posto de saúde local utiliza-se de água tratada para a limpeza diária, assim como nas descargas de vasos sanitários. E isso acontece em todas as demais repartições públicas da cidade. A água tratada e clorada é utilizada para fins onde poderiam ser usada água de padrão de qualidade inferior, e seguindo tendência mundial, a água da chuva. Sabemos que o tratamento da água tem um alto custo econômico, e esse valor é repassado tanto para a população como para os orgãos públicos que utiliza esse recurso.
Para mudar essa realidade uma proposta é a implementação de um sistema para captação da água da chuva, a qual seria utilizada para limpeza pública e áreas comuns, sendo que esta água está disponível, sem custo algum, em todos os telhados. O sistema consiste no armazenamento dessa água, sendo recolhida dos telhados através de calhas e armazenada em cisternas para posterior utilização. Para isso deve ser levado em consideração o índice pluviométrico da região, a área disponível do telhado para a captação da água, a quantidade de água utilizada, entre outros critérios.
A utilização desse sistema traz muitos benefícios tanto para o meio ambiente como para a população. Entre os benefícios podemos citar a redução do consumo de água da rede pública e os gastos com esse serviço, diminuindo então os gastos da prefeitura com a conta de água; sendo utilizada a água da chuva diminuirá a captação de água de mananciais ou de água subterrânea; não será utilizada a água tratada e clorada para fins que não seja necessário esse tratamento, como no caso do posto de saúde na limpeza e utilização para descarga de vasos sanitários, além disso, uma ação de conservação de recursos hídricos feita por orgãos públicos pode despertar o interesse na população para agir da mesma maneira.
Uma ação isolada de utilização de águas pluviais representa não ter tanto impacto sobre a preservação desse recurso, mas se essa ação vier como exemplo de que todos os cuidados possíveis com a agua são extremamente importantes, mais pessoas podem se dar conta desse fato e passar a agir da mesma maneira. Aí sim, várias ações juntas representarão um impacto maior tanto para a conscientização da sociedade como para o meio ambiente que tanto necessita de cuidados
Araucária como Bioindicador de Preservação

Wagner de Aguiar (1)
A araucária ou também conhecida como Pinheiro – do – Paraná tem grande valor cultural, econômico, social e ambiental, a região sul do Brasil, onde ocorre naturalmente nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul principalmente, e em pequenas áreas em outros estados. Tendo em vista sua grande utilização em diversas atividades desenvolvidas, nesta região, devido as grandes qualidades de suas características físicas e estruturais, levaram a araucária a entrar na lista de espécies ameaçadas de extinção, causalidade está gerada pela exploração predatória de sua madeira por madeireiros que a cobiçam muito.
A Araucaria angustifólia é uma espécie nativa pertencente a chamada Floresta Umbrófila Mista, que integra o bioma da Mata Atlantica (2), caracteriza-se pela fisionomia alta e densa e a formação estrutural formada e um estrato superior dominado pelas arvores e um sub-bosque composto por angiospermas e gimnospermas (3). Ocupando o dossel neste ambiente.
A floresta de araucária tem grande valor como bioindicador fisiológico de preservação já que auxilia na formação do sub-bosque, devido à interação intensa com a fauna local oferecendo alimentos a pequenos animais como roedores como cotias e aves como a gralha azul nos períodos de frio, já que geralmente não há frutas nesta época, animais entre estes dispersores de sementes de diversas espécies formadoras do sub-bosque, possibilitando a dispersão não somente de sementes, mas também de pólen. (4)
As araucárias estão geralmente dispersas dentro do bioma, o que facilita o desenvolvimento de espécies complementares a aquele ambiente, fundamental na circulação de genes e na manutenção da biodiversidade de animais e vegetais que vivem em simbiose com este bioma. Equilíbrio este quebrado devido à devastação desta floresta.
A araucária tem ainda uma grande importância como bioindicador sócio-cultural de preservação ambiental, já que devido à grande cobiça por sua madeira, indica que, estando a arvore em pé, que valores ambientais preservacionistas e conservacionistas também estão presentes naquele ambiente ocupado por ela. Além de manter viva diversas culturas humanas relacionadas à sua existência.
(1) Acadêmico de Engenharia Ambiental. UNISEP - Dois Vizinhos, PR.
(2) Pineiro-do-Paraná. Disponivel em pt.wikipedia.org/wiki/Pinheiro-do-paran%C3%A1, Consulta em 16/09/2009.
(3) Marlon Vasconcelos, Paulo Henrique P. Machado, Renata Pereira e Vanessa Baptista, Influência do Folhiço e do Pisoteio no estabelecimento de Plântulas Sob Araucaria angustifolia, Curso de Campo 2006, Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS, Universidade do Vale do Rio dos Sinos – UNISINOS.
(4) Araucaria angustifolia (Araucaria). Disponível em www.ipef.br/identificacao/araucaria.angustifolia.asp Consulta em 10/09/2009.
Considerações ambientais no Plano Piloto Municipal
Conforme solicitado pela prefeitura da cidade, o projeto foi atualizado no ano de 2006, contendo assim algumas alterações, ate a presente data. Este documento, que foi aprovado pela câmera de vereadores, contem todas as informações de bases e leis para loteamento e uso e ocupação do solo. Para as áreas rurais, consta uma notificação diferente da apresentada ao perímetro urbano, no artigo 4°, parágrafo único, designa que todas as Macrozonas Rurais só será admitido o parcelamento com a previa anuência da Prefeitura Municipal e aprovação do INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) ou dos órgãos Estadual e Federal de controle do meio ambiente, conforme disposição da Legislação Federal.
Isto pode nos deixar um pouco mais “aliviados” quando a questão é cuidados com áreas ambientais, pois deixa bem claro, caso o local não seja apropriado para uso e ocupação, o projeto será vetado pelos órgãos responsáveis. Especialmente falando de proteção ao meio ambiente, no Capitulo III, artigo 5°, na parte das Áreas Parceláveis e não Parceláveis, consta o que não se pode ser feito quando o local apresentar algumas atribuições, como terrenos alagadiços, nascentes (mesmo os chamados “olhos d’água”) seja qual for a sua situação topográfica a menos de 50,00m, terrenos onde exista degradação da qualidade ambiental não pode ser utilizado até sua correção, entre outros.
Bom, que o projeto existe isso podemos ver, agora o que precisamos fazer é monitorar para que tudo que foi estipulado no mesmo seja cumprido de forma exemplar, não deixando apenas em uma gaveta arquivada, se queremos um ambiente satisfatório para vivermos, precisamos monitorar e zelar pelo que é nosso por direito, um ambiente SAUDAVEL!
Autora: Morgana Chiarello
CONSUMO DE LENHA NATIVA E O IMPACTO AMBIENTAL
O uso de lenha nativa de forma exacerbada pode causar um possível esgotamento da vegetação nativa. A conscientização ambiental da população em relação ao uso e ao corte desta vegetação vem sendo estimulada pela cobrança de órgãos governamentais e com o auxilio da Lei 9.605, Lei de crimes Ambientais, sancionada dia 12 de fevereiro de 1988, que dispõe, dentre outros assunto, sob crimes contra a flora.
Segundo a Lei fica vetado:
Art.46.Receber ou adquirir, para fins comerciais ou industriais, madeira, lenha, carvão e outros produtos de origem vegetal, sem exigir a exibição de licença do vendedor, outorgada pela autoridade competente, e sem munir-se da via que deverá acompanhar o produto até final beneficiamento: pena-detenção, de seis meses a um ano, e multa.
Parágrafo único.Incorre nas mesmas penas quem vende, expõe à venda, tem em depósito, transporta ou guarda madeira, lenha, carvão e outros produtos de origem vegetal, sem licença válida para todo o tempo da viagem ou do armazenamento, outorgada pela autoridade competente.(Brasil,1998).
O uso de lenha nativa é praticado em muitas residências como forma de combustível, principalmente para cozer alimentos em fogões a lenha(Figura 1), tendo em vista que é praticamente impossível fiscalizar todos estes locais, e tem-se a ideia que a utilização é em pequena escala.
Figura 1
Mesmo com a ilegalidade do corte desta madeira nativa, ela é utilizada, pois é considerada viável pelos consumidores, podendo ser retirada dentro da própria propriedade, sem custo algum, mas em relação ao meio ambiente é totalmente inviável.
A exploração desta lenha retirada de forma insustentável afeta o meio ambiente sobre várias formas podendo ocorrer extinção de algumas espécies vegetais, pelo fato desta exploração não ser feita de forma sustentável; aumento da concentração de dióxido de carbono na atmosfera; no solo onde é retirada a vegetação ocorre perda de nutrientes, lixiviação e erosão.
O uso de lenha em residências pode não ser levado em consideração por muitos por ser visto como uma prática que utiliza pequena quantidade de lenha como fato isolado, mas cada medida de prevenção da natureza é importante, tendo em vista que são as pequenas ações que juntas geram benefícios ao meio ambiente.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
PERIGOS E IMPACTOS AMBIENTAIS DEVIDO AO USO DO TOPO DE MORROS
Os impactos ambientais gerados pelo uso dos topos de morros são muitos, causados pela necessidade de uso ou por descaso com a Lei protecionista. O código florestal brasileiro (Lei 4.771 de 1965) definiu os topos de morro como Áreas de Preservação Permanente (APPs), que regulamentada pela resolução CONAMA 303/2002, é definido como: “Topo de Morro” como sendo “delimitadas a partir da curva de nível correspondente a dois terços da altura mínima da elevação em relação à base”(2)
A mesma resolução em seu Art. 2º define topo de morro como sendo a elevação do terreno com cota do topo em relação à base entre 50 e 300 metros, e encostas com declividade superior a trinta por cento (aproximadamente 17º) na linha de maior declividade, como mostra a figura abaixo.
Figura 1 – Descrição de “topo de morro” segundo legislação
Fonte: www.artedeproduziragua.com.br (03/09/09)
O uso de um solo depende de estudo das suas propriedades, de acordo com a realidade local/regional, isto significa que um determinado local pode ter uma acentuada declividade, mas ter características que, com auxilio de um sistema de manutenção preventiva conservacionista, possibilitará sua exploração, desde que este não venha a interferir em outra função essencial das florestas, como por exemplo, quando á afloramentos hídricos que descem pelas encostas, ou vice-versa.
O que ocorre de maneira generalizada em topos de morro é o desmatamento e utilização preferencialmente para pastagens e florestamento comercial, tendo como resultado a erosão e a perda de nutrientes do solo. Como mostra a Figura 1, o solo apresenta-se exposto devido á ma conservação, a não adequação da área para a atividade e o pisoteio dos animais, que, através de chuvas é carreado para as cotas mais baixas do terreno onde normalmente encontram-se os leitos superficiais hídricos.
Figura 1 – Desmatamento e exploração de áreas de opôs de morro
Fonte: Ges Ambiental Ltda, 2008
O exposto na Figura 1 ainda é mais bem detalhado na Figura 2 abaixo, que apresenta sinais claros do resultado de uma utilização sem critérios técnicos de manutenção e adequação para a atividade de exploração implantada na área.
Figura 2 – Exposição e erosão no solo – a falta de manejo adequado
Fonte: Ges Ambiental Ltda, 2008
Após a criação do Código Florestal, inúmeras medidas legais foram criadas para regular e evitar degradação e impactos decorrentes. Devido ao fato de o Brasil ser um país com muitas realidades a aplicação do sistema de regulação ambiental gera discussão, já que muitas regiões apresentam relevo fortemente ondulado, e devido á necessidade produtivas que forçam a exploração de áreas protegidas pelo Código Florestal, e a falta de preparo de técnicos e a fiscalização somadas, são fatores de grandes impactos.
(1)Acadêmica de Engenharia Ambiental. UNISEP - Dois Vizinhos, PR.
(2)(Item V Art. 3o Resolução CONAMA 303/2002)
Recuperação de áreas particulares degradadas- por Ricardo Galon
O terreno para este tipo de extração e negociado pela prefeitura junto aos produtores e cabe a esta retirar as licenças e consequentemente fazer o projeto para recuperação da área. Em uma um a prefeitura tive a promessa de receber mais informações e dados sobre a cascalheira, mas já se passaram mais de três semanas e ainda não recebi nada do gênero.
Como parte deste trabalho, fiz algumas fotos de cascalheiras próximas a minha casa e ao conversar com o dono do terreno que cedeu este para a extração do cascalho fiquei sabendo que não fora feito nenhum tipo de licença no local para a extração.
Em minhas pesquisas descobri que o numero de cidades que esta com problemas para a liberação de licenças para a extração e muito grande, por causa disto muitas prefeituras deixaram de cascalhar as estradas rurais com pedras e estão utilizando somente terra.
Isto esta causando um caos principalmente na época das chuvas.
Mas se não bastasse os problemas com as licenças, existem outros problemas com a recuperação das áreas degradadas usadas para a extração, que apesar de existirem especificações do conama e código ambiental, essa recuperação não acontece. Nas três cascalheiras visitadas nenhuma possui projetos de recuperação dessas áreas. Com isso fica fácil ver os impactos ali existentes como entre os principais a erosão e a destruição da flora.
Este tipo de extração gera uma destruição de matas sem contar na poluição visual gerada, já que a uma enorme distancia se consegue visualizar enormes clareiras geralmente localizadas em topos de morros isto torna mais fácil a visualização das cascalheira.
As prefeituras estão tendo que se adaptarem as leis na "marra" já que o cerco sobre as questões ambientais esta se fechando e isto esta acontecendo não somente com as prefeituras, mas de maneira geral a todas as empresas, grande parte delas hoje ou se adaptam as normas ou são obrigadas a fecharem.
SEPARAÇÃO E COMPOSTAGEM DE RESÍDUO RESIDENCIAL
Principalmente em cidades com grande número de habitantes, encontramos dificuldades na disposição dos resíduos gerados pelas ações humanas, tanto indústrias, comerciais e domiciliares. Grandes áreas de terra são necessárias para a destinação destes resíduos, estas áreas são denominadas de aterros sanitários[3], quando não os inadequados lixões[4], geram grandes custos e inúmeros impactos ambientais.
Ações mesmo que individuais auxiliam na conservação dos recursos naturais e na diminuição no transporte, destinação dos resíduos e aumentam a vida útil dos aterros sanitários ou lixões, atitudes como a separação de resíduos inorgânicos, e a compostagem de resíduos orgânicos auxiliam neste processo. Um exemplo que podemos adotar e que pode servir de exemplo para a população em geral, é a dedicação da Dona Maria, moradora da cidade de Francisco Beltrão – PR que tem como hábito a separação dos resíduos inorgânicos dos orgânicos. Dona Maria após a separação dos resíduos encaminha o lixo reciclável para a coleta pública e transforma seus resíduos orgânicos em compostos para sua horta, através de compostagem[5] domiciliar, no processo de valas de compostagem que é a abertura no solo de um buraco em forma de trincheira, onde os resíduos orgânicos são enterrados, e após seu período de decomposição este resíduo orgânico se transforma em um eficiente complemento orgânico para execução da horta que Dona Maria possui no fundo do seu lote. (Imagem n.º. 01).
Iniciativas como estas contribuem para a diminuição do lixo a ser transportado, aumenta a vida útil dos aterros ou lixões, diminuindo o custo da destinação do resíduo e proporciona qualidade de vida, através do consumo de produtos naturais de boa procedência, e ainda gera renda através da reciclagem dos resíduos inorgânicos.
· Graduado em Tecnologia em Construção Civil pelo CEFET – PR, pós-graduado em Engenharia de Segurança do Trabalho pela UTFPR e acadêmico de Engenharia Ambiental pela UNISEP. E-mail: adirsilverio@yahoo.com.br
[2] Pegada Ecológica é uma estimativa adotada por ambientalistas para representar o consumo de recursos naturais na medida de área por habitante. Ela mostra até que ponto a nossa forma de viver está de acordo com a capacidade de planeta de oferecer, renovar seus recursos naturais e absorver os resíduos que geramos. www.wwf.org.br
[3] Aterro sanitário é o processo utilizado para disposição de resíduos sólidos no solo, fundamentado em critérios de engenharia e normas que operacionais específicas, permite um confinamento seguro em termos de controle de poluição ambiental. Lixo Municipal Manual de Gerenciamento Integrado, IPT/CEMPRE, 2000, p. 252
[4] Lixões é uma forma inadequada de disposição final do resíduo sólido, que se caracteriza pela simples descarga sobre o solo, sem medidas de proteção ao meio ambiente ou à saúde pública. Municipal Manual de Gerenciamento Integrado, IPT/CEMPRE, 2000, p. 252
[5] Compostagem e a decomposição aeróbica da matéria orgânica que ocorre pro ação de agentes biológicos microbianos na presença de oxigênio. Municipal Manual de Gerenciamento Integrado, IPT/CEMPRE, 2000, p. 252
terça-feira, 15 de setembro de 2009
COMO LEVAR AS QUESTÕES AMBIENTAIS AO ENTENDIMENTO PUBLICO - POR DIÓGENES FRANCISCO TAVARES
Através da influência dos sindicatos para com seus associados, pode-se enfatizar e mostrar a importância de se preservar o meio ambiente e dos benefícios que isto vão lhes trazer ao longo do tempo.
As associações de bairros têm papel importante nas abordagens de impactos locais, juntamente a sua comunidade, buscar meios e iniciativas para a solução, exercendo seu papel como pessoa ativa, não deixando apenas para o poder público.
A forma mais poderosa e mais importante, que atinge a grande massa da população, e que é seguida como modelo pela maioria, é a televisão. Se tivermos programas educativos com grande ênfase voltados à proteção do meio ambiente certamente isso sendo mostrado com efetividade, as pessoas vão abraçando essa idéia e levantando essa bandeira. Resolver o problema ambiental depende de cada um de nós fazermos a nossa parte por menor que ela seja, mesmo que seja jogando o lixo no lixo. E tudo começa por aí “conscientização das pessoas”.
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Será Descaso? por Rafael R. Lorenzi

quinta-feira, 10 de setembro de 2009
ÁREAS VERDES URBANAS E OS BENEFÍCIOS A SAÚDE HUMANA
Nesse contexto o crescimento acelerado das cidades, resultante do acentuado aumento populacional, tem comprometido a quantidade e a qualidade de seus espaços livres e áreas verdes. Sendo assim considerar a existência de benefícios econômicos e sociais das árvores nas cidades é apenas um processo lógico uma vez que existem benefícios de ordem ecológica (clima e poluição), biológica (saúde física do homem) e psicológica (saúde mental do homem).
As espécies utilizadas em silvicultura urbana devem ser desprovidas de princípios tóxicos ou elementos suscetíveis de provocar reações alérgicas nas pessoas. Como é realmente difícil encontrar espécies que preencham plenamente todos esses requisitos, recorre-se às espécies consagradas pelo uso ou as que apresentam características favoráveis e podem ser comprovadas através de experimentos. Devem-se preferir as espécies nativas da região contribuindo assim para sua preservação. A simples contemplação nas áreas verdes possibilita uma experiência estética única, permitindo que se vivencie a harmonia dos elementos naturais, muitas vezes, mais belas do que os artificialismos do ambiente construído. E ainda servem como experiência de vida para uma sociedade consumista que pode se surpreender ao gozar de saúde e bem estar generosamente ofertados pela natureza.
Vê-se pois, que a arborização urbana traz muitos benefícios para a cidade, tais benefícios devem ser preservados para minimizar os transtornos por falta de áreas verdes suficientes. Então não há duvidas de que a silvicultura urbana é um instrumento eficaz para minimizar os impactos negativos nos centros urbanos, defender o meio ambiente como um direito comum não deve ser apenas uma iniciativa de militantes, mas uma obrigação do governo e da sociedade.
AÇÕES DE ORGÃOS AMBIENTAIS EM DOIS VIZINHOS
Técnicos do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) destacam a importância do cumprimento das exigências ambientais nos processos de autorização e licenciamento ambiental e da implementação dos conselhos municipais de meio ambiente.
O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) atua no monitoramento, fiscalização e licenciamento ambiental e também conta com outras atribuições como coordenar e executar políticas de meio ambiente; propor normas, padrões e especificações para a proteção da qualidade ambiental; analisar e emitir pareceres em projetos, relatórios de impacto ambiental e de riscos; executar planos e programas de proteção e preservação da biodiversidade e integridade do patrimônio genético e administrar parques.
O município de Dois Vizinhos não possui nem um órgão ambiental que regulamente esses serviços, ele conta com os serviços da Secretaria de desenvolvimento rural, meio ambiente e recursos hídricos e com o Conselho do meio ambiente. Eles trabalham com elaboração de projetos ambientais, licenciamento de pequeno porte e reserva legal de pequenas propriedades, já os serviços maiores são encaminhados aos municípios vizinhos como Francisco Beltrão que possui órgãos ambientais como o IAP e o SEMA.
Temos uma preocupação especial com o meio ambiente, na regulamentação de serviços que estejam absolutamente adequados com o meio ambiente, como o município não possui uma Secretaria de Meio Ambiente e órgãos ambientais que possam ser enérgicos no cumprimento dessas determinações, isso faz com que o município fique “atrasado” um pouco em relação aos municípios que possuam órgão ambientais para os devidos serviços.
ATITUDE – POR- DANIELE CARINE BARONI TAVARES
Conheci o trabalho que algumas pessoas conscientes do seu dever, estão desenvolvendo para repassar essa mesma consciência á outras pessoas. É o caso do Colégio Estadual Mário de Andrade da cidade de Francisco Beltrão que há algum tempo vem promovendo projetos voltados ao benefício do meio ambiente. Em conjunto com a direção do colégio, um grupo de professores vem proporcionado à seus alunos uma visão diferenciada, sempre mostrando a necessidade da preservação e recuperação do meio ambiente.
Por agregar custos, os projetos são efetuados com a parceria de terceiros, que auxiliam na elaboração de espécies de oficinas, como a da produção de sabão que é voltada á um grupo de pais, por exemplo. Existem ainda projetos da confecção de bolsas feitas com banners de propagandas que são recolhidos na cidade, onde foram doadas por uma empresa, máquinas de costura para a confecção das bolsas. Outro projeto que chama a atenção é o da compostagem, que promove á um grupo de alunos encontros onde eles aprendem como elaborar a compostagem. Visitam o aterro sanitário para visualização da situação do município.
Atitudes como deste colégio não são únicas no município, mas com certeza essa tem um diferencial que por ser executado na escola, onde se está “moldando” a criança ou adolescente, é que faz a diferença. A criança chegará á sua casa e cobrará da sua família por atitudes semelhantes, e é aí que teremos um mundo consciente onde cada um, cada atitude individual pode fazer muita diferença. Esse projeto deveria se estender à todas as escolas, tomando como exemplo esse ato de preservação.
terça-feira, 8 de setembro de 2009
A Importância de Manter Limpos os Terrenos Baldios Urbanos

O lixo tornou-se uma das grandes preocupações de ordem sanitária e ambiental dos órgãos governamentais de todas as cidades brasileiras. É de responsabilidade do município a limpeza urbana, a coleta domiciliar e a destinação final do lixo, o que não vem ocorrendo em grande parte das mesmas. A imprudência pode ter vários motivos, sendo eles a falta de funcionários e de maquinário apropriado para a coleta e destino dos resíduos, o que ocasiona uma imensidão de sujeira e lixo, principalmente em lotes baldios, os quais podem ser originários de inúmeras ações do homem, como restos de construções e lixo doméstico podendo ser restos de comida, embalagens, móveis e pneus.
As conseqüências oriundas do acumulo de lixo em terrenos baldios são imensas, podendo variar desde a proliferação de animais nocivos e transmissores de doenças, ate mesmo para algo mais impactante ao meio ambiente como poluição do solo, das águas e do ar. Infelizmente, os municípios não têm suportado carregar o fardo que lhes tem sido imposto e não adotam as medidas adequadas ou mesmo aconselháveis para não provocar ou ao menos minimizar os danos ambientais, os quais estão designados na Resolução CONAMA 001, de 23.01.1986.
Não podemos “tapar” nossos olhos diante de todo o descaso acumulado do mal trabalho de nossos governantes como observado na figura acima, um lote abandonado no Bairro da Luz, na cidade de Dois Vizinhos onde não conseguimos encontrar o proprietário para sabermos o porquê dessa imprudência e nem um responsável na prefeitura que pude-se responder pela coleta do lixo. Precisamos dar um basta nesse problema, pois todo e qualquer tipo de lixo tem seu lugar apropriado, terrenos baldios com certeza não é o melhor local, por isso vamos cobrar da prefeitura de nossa cidade cumpra com seus deveres de preservação e gestão ambiental.
AUTOR:OSVALDO ERNESTO HERPICH
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Poluição em Córrego
As águas residuais contêm basicamente matéria orgânica e mineral que se não receber tratamento adequado, pode causar enormes prejuízos à saúde pública por meio de transmissão de doenças causada pelos agentes patogênicos, como a cólera, esquistossomose, febre tifóide, hepatite, leptospirose, poliomielite etc. Alem do esgoto, existe o descarte de garrafas PET, sacolas plásticas, latas, papéis e outros produtos totalmente recicláveis poluindo o córrego. As estatísticas mostram que a qualidade de vida da população está ligada diretamente a boas condições sanitárias.
A saúde do meio ambiente também deve ser preservada, a poluição afeta a vida vegetal, humana e animal, portanto cabe aos órgãos ambientais atuarem no controle e fiscalização, no que diz respeito à conservação do meio ambiente, em particular ao combate à poluição da água.
Para ter um ambiente mais saudável é preciso ser feito uma limpeza no córrego e no ambiente ao redor dele e conscientizar a população da importância de manter-lo limpo, também mudar a tubulação das residências que estão despejando o seu esgoto no córrego e respeitar o limite da APP. Como tratamento de esgoto é uma baixa prioridade para o poder público e para a população em geral, Itapejara D’ Oeste não possui uma estação de tratamento de esgoto, o mais apropriado seria que os proprietários construíssem uma fossa séptica ligada a um sumidouro em tamanho compatível com o total de pessoas que freqüentam o imóvel.
Autor:
Michel Barcarol
