quarta-feira, 16 de setembro de 2009

SEPARAÇÃO E COMPOSTAGEM DE RESÍDUO RESIDENCIAL

Imagem n.º. 1 – Vala de compostagem – Francisco Beltrão - PR
Foto de Adir Silvério Cembranel – Francisco Beltrão – PR, 27 de agosto de 2009.



O alarmante andamento do consumo de recursos naturais, e por conseqüência a grande geração de resíduos superam a capacidade de regeneração natural do nosso planeta, e a busca pelo desenvolvimento econômico e social ultrapassam os limites estabelecido pelo meio ambiente. Para ambientalistas do WWF Brasil [1], a pegada ecológica[2], hoje está acima da capacidade de regeneração natural do planeta.
Principalmente em cidades com grande número de habitantes, encontramos dificuldades na disposição dos resíduos gerados pelas ações humanas, tanto indústrias, comerciais e domiciliares. Grandes áreas de terra são necessárias para a destinação destes resíduos, estas áreas são denominadas de aterros sanitários[3], quando não os inadequados lixões[4], geram grandes custos e inúmeros impactos ambientais.
Ações mesmo que individuais auxiliam na conservação dos recursos naturais e na diminuição no transporte, destinação dos resíduos e aumentam a vida útil dos aterros sanitários ou lixões, atitudes como a separação de resíduos inorgânicos, e a compostagem de resíduos orgânicos auxiliam neste processo. Um exemplo que podemos adotar e que pode servir de exemplo para a população em geral, é a dedicação da Dona Maria, moradora da cidade de Francisco Beltrão – PR que tem como hábito a separação dos resíduos inorgânicos dos orgânicos. Dona Maria após a separação dos resíduos encaminha o lixo reciclável para a coleta pública e transforma seus resíduos orgânicos em compostos para sua horta, através de compostagem[5] domiciliar, no processo de valas de compostagem que é a abertura no solo de um buraco em forma de trincheira, onde os resíduos orgânicos são enterrados, e após seu período de decomposição este resíduo orgânico se transforma em um eficiente complemento orgânico para execução da horta que Dona Maria possui no fundo do seu lote. (Imagem n.º. 01).
Iniciativas como estas contribuem para a diminuição do lixo a ser transportado, aumenta a vida útil dos aterros ou lixões, diminuindo o custo da destinação do resíduo e proporciona qualidade de vida, através do consumo de produtos naturais de boa procedência, e ainda gera renda através da reciclagem dos resíduos inorgânicos.

Autor: Adir Silvério Cembranel·

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· Graduado em Tecnologia em Construção Civil pelo CEFET – PR, pós-graduado em Engenharia de Segurança do Trabalho pela UTFPR e acadêmico de Engenharia Ambiental pela UNISEP. E-mail: adirsilverio@yahoo.com.br
[1] O WWF Brasil é uma organização não governamental brasileira dedicada a conservação da natureza, e promover o uso racional dos recursos naturais. Criada em 1996 e sediada em Brasília, desenvolve projetos em todo pais e integra a Rede WWF, a maior rede independe de conservação da natureza com atuação em mais de 100 países. www.wwf.org.br
[2] Pegada Ecológica é uma estimativa adotada por ambientalistas para representar o consumo de recursos naturais na medida de área por habitante. Ela mostra até que ponto a nossa forma de viver está de acordo com a capacidade de planeta de oferecer, renovar seus recursos naturais e absorver os resíduos que geramos. www.wwf.org.br
[3] Aterro sanitário é o processo utilizado para disposição de resíduos sólidos no solo, fundamentado em critérios de engenharia e normas que operacionais específicas, permite um confinamento seguro em termos de controle de poluição ambiental. Lixo Municipal Manual de Gerenciamento Integrado, IPT/CEMPRE, 2000, p. 252
[4] Lixões é uma forma inadequada de disposição final do resíduo sólido, que se caracteriza pela simples descarga sobre o solo, sem medidas de proteção ao meio ambiente ou à saúde pública. Municipal Manual de Gerenciamento Integrado, IPT/CEMPRE, 2000, p. 252
[5] Compostagem e a decomposição aeróbica da matéria orgânica que ocorre pro ação de agentes biológicos microbianos na presença de oxigênio. Municipal Manual de Gerenciamento Integrado, IPT/CEMPRE, 2000, p. 252

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