Estimativas disponíveis indicam que o Brasil conta hoje com mais de 73% de sua população residindo nas zonas urbanas, enquanto na década de 50 este percentual não atingia 50%. Cabe à atividade da silvicultura urbana o desenvolvimento de soluções capazes de compatibilizar a vegetação com todas as demais estruturas do meio urbano objetivando os benefícios que ela pode proporcionar aos seus habitantes. E uma vez que a silvicultura urbana deve atingir objetivos de ornamentação, de melhoria micro climática e de diminuição de poluição, entre outros, esta deve ser fundamentada em critérios técnico-científicos que viabilizam tais funções.
Nesse contexto o crescimento acelerado das cidades, resultante do acentuado aumento populacional, tem comprometido a quantidade e a qualidade de seus espaços livres e áreas verdes. Sendo assim considerar a existência de benefícios econômicos e sociais das árvores nas cidades é apenas um processo lógico uma vez que existem benefícios de ordem ecológica (clima e poluição), biológica (saúde física do homem) e psicológica (saúde mental do homem).
As espécies utilizadas em silvicultura urbana devem ser desprovidas de princípios tóxicos ou elementos suscetíveis de provocar reações alérgicas nas pessoas. Como é realmente difícil encontrar espécies que preencham plenamente todos esses requisitos, recorre-se às espécies consagradas pelo uso ou as que apresentam características favoráveis e podem ser comprovadas através de experimentos. Devem-se preferir as espécies nativas da região contribuindo assim para sua preservação. A simples contemplação nas áreas verdes possibilita uma experiência estética única, permitindo que se vivencie a harmonia dos elementos naturais, muitas vezes, mais belas do que os artificialismos do ambiente construído. E ainda servem como experiência de vida para uma sociedade consumista que pode se surpreender ao gozar de saúde e bem estar generosamente ofertados pela natureza.
Vê-se pois, que a arborização urbana traz muitos benefícios para a cidade, tais benefícios devem ser preservados para minimizar os transtornos por falta de áreas verdes suficientes. Então não há duvidas de que a silvicultura urbana é um instrumento eficaz para minimizar os impactos negativos nos centros urbanos, defender o meio ambiente como um direito comum não deve ser apenas uma iniciativa de militantes, mas uma obrigação do governo e da sociedade.
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Olá, realmente interssante a questão, acredito que a sociedade tenha consciência do seu papel perante o desenvolvimento de práticas sociais como a "Silvicultura Urbana" - no entanto, precisa-se questionar como colocar o governo em uma parceria atuante, onde, disponibilizem ferramentas para a socidade conseguir desenvolver um bom trabalho.
ResponderExcluir